quinta-feira, janeiro 17, 2019

Os planos para 2019


Só hoje venho revelar os meus planos para este ano que já entrou há 17 dias...

Porquê só agora?
- Porque estava à espera do sorteio do Trilho dos Abutres.
Mas isso foi na sexta-feira passada!
-Pois, mas como não fiquei, tive que recalendarizar as coisas...
E então quais vão ser os principais objectivos?
-Olha, no primeiro semestre vai ser nas 6 horas das 24h de Mem Martins tentar fazer 60km
E essa prova é quando?
- No dia 27 de Abril, podem consultar aqui. É pena ser no mesmo fim de semana do MIUT
E até lá onde te podemos ver?
- Já no próximo domingo no Trail de Lousa 20K, ali para os lados de Loures.
Mas não tens mais nada previsto?
- Sim, sim... uma que falhei o ano passado, o Peninha SkyRace na serra de Sintra dia 3 de Fevereiro. Vai ser bem durinha!
Então? Tem que ser a ferros? E mais?
- Ok... o Palmela Trail (acho que é a primeira edição), o Trail da Costa Saloia e para desenjoar, a Corrida dos Sinos. Depois das 6 horas ainda devo ir pela primeira vez ao Trilho das Lampas e estou a pensar ir aos 45K do Trail de Sesimbra.
Assim sim! já são planos! E para o segundo semestre já tens alguma ideia?
- Já, mas não queria divulgar...
Ok, obrigado por nos dares a conhecer alguns dos teus objectivos para este este ano.

Abraços e boas corridas!

quinta-feira, janeiro 10, 2019

12 meses de corrida em 2018 - um balanço



Bom, não é bem um balanço, é mais um "apanhado" do que foi feito em termos de provas o ano passado.
Considero que foi um ano positivo em que os planos foram cumpridos, não na altura prevista, mas cumpridos.


Janeiro - Participação no GP do Fim da Europa e volta, planificação para o ano - primeira ultra em Sicó (fevereiro) e mais duas maratonas.

Fevereiro - Uma desconfortável gripe  e uma forte canelite e o respectivo abrandamento nos treinos levou a que falhasse o skyrunning da Peninha e um dos objectivos da época - os 50K de Sicó.

Março -  um mês com poucos treinos. Participação na clássica Corrida dos Sinos com uma prestação que não envergonha.

Abril - Muitos treinos longos com alguma verticalidade

Maio - a 15ª maratona, neste caso Eco de Lisboa no parque de Monsanto, fiz a um ritmo de trail para mais de 4 horas e meia.

Junho - Duas tiradas nos 10K com tempos rápidos, na prova de Santo António e na zona ribeirinha a Quidgest run.

Julho - Férias, praia e rodagens calmas

Agosto - Longões já a pensar em Outubro na maratona de Lisboa

Setembro - Participação na clássica Meia de S. João das Lampas e na prova de 10K da Bimbo para ganhar algum ritmo

Outubro - participação nas 3 horas da 24horas de Mem Martins a uma semana de completar a minha 16ª Maratona em Lisboa - que correu muito bem e sempre controlada.

Novembro - a minha primeira ultra em Grândola foi uma grande aventura e um grande empeno, que durou quase uma semana a recuperar o andar…

Dezembro - mais uma boa participação na Meia Maratona dos Descobrimentos

Agora, faltam os planos para este 2019... estão quase a chegar ;)

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, dezembro 03, 2018

Meia Maratona dos Descobrimentos 2018


Tive ontem mais uma participação nesta agradável prova na cidade de Lisboa.
Desde Grândola, tenho vindo a fazer rodagens de baixa intensidade e ao domingo uma volta de cerca 21km. Faltou alguma especificidade no treino para puder aguentar o ritmo pretendido durante toda a prova.
Para a edição deste ano tinha como mínimos,  ficar abaixo da 1h39m, sendo que a ambição era mesmo entrar na casa da 1h37m, tentei usar a mesma táctica de 2017, mas no último bloco de 5 km não tive pernas para baixar o ritmo, e a partir dos 17km tive que manter a velocidade até final tendo como tempo 1h38m07s - dois segundos acima do registo do passado ano. Pela pesquisa que fiz, eu escolho sempre esta prova para fazer um teste à minha disciplina em termos de ritmo e tentar que seja perfeita em termos de "negative split", talvez seja para encerrar o ano em beleza.
Uma prova internacional com mais de 5000 participantes (entre 10K e Meia maratona) ainda dá o mimo de entregar kits no dia da prova... não são todas as provas desta dimensão de se dispõem a esse processo no próprio dia. Eu, fui ao "Poço do Borratem" no sábado e levantei o meu kit sem qualquer problema.


Fonte: Diogo Baena


Em principio, foi a minha última prova de 2018, não estou inclinado para São Silvestres e este ano não vou ao trail da Ericeira. Ainda devo voltar aqui para falar dos planos para 2019 e fazer algum balanço deste ano.


Aqui fica a minha análise (review) da Meia Maratona dos Descobrimentos:

Pontos Positivos:
  • entrega de dorsais no próprio dia
  • WC
  • percurso
  • muitos participantes
  • zona de chegada com muita fluidez
  • abastecimentos com algo mais que água
Pontos Negativos:
  • não haver expositores no local de entrega de dorsais
O meu registo no Strava:

Abraço e boas corridas,

segunda-feira, novembro 05, 2018

Ultra Trail Serra de Grândola

aqui ainda levantava os pés

Tinha como objectivo para 2018 fazer a minha primeira ultra, era para ter sido logo em Fevereiro, nas terras de Sicó, mas por motivos de saúde, tal não foi possível. Entretanto os planos para voltar à maratona do Porto tiveram que ser alterados, ao pesquisar nos calendários surgiu-me esta ultra na "terra da fraternidade", são 50k com 2600m de desnível positivo (como se eu soubesse o que é isso).
sim, finisher!

Eu encaro as provas de trail de uma forma diferente da estrada, vou lá para desfrutar sem estar preso a ritmos ou tempos, apenas fui pesquisar as poucas provas que tenho no meu curriculum para ter ideia de um tempo previsto de chegada. Em termos de treino, eu não faço nada de especifico de trail, moro ao lado da serra de Sintra, faço as minha passagens por estradas e estradões, mas como ando sozinho não arrisco a ir para trilhos, (o meu relógio não dá para colocar as rotas) e há sempre tráfego de btt, toda essa falta de treino especifico vai pagar-se caro quando a coisa é a sério.
picos e mais picos, parece um pente!

os tais que não estavam à espera daquilo!

Relativamente à minha prova, devíamos ser cerca de 40, partida às 8:00 verificações de material feitas, lá fui a um ritmo moderado, nas primeiras subidas meto passo, passam uns tantos por mim, o Tiago Dionísio, dois senhores a dizerem que vão à via Algarviana e eu mantenho o meu ritmo, são 50Km e ainda agora passei os 5km, uma senhora passa por mim, eu depois passo por ela na descida, mas na subida seguinte ela passa por mim... a partir desse momento nunca mais vi ninguém da minha prova até 500 metros da meta (afinal ia um moço à minha frente e a pouca distancia) ,só tive companhia numa subida onde havia um cruzamento com atletas da prova de 25km, depois só falava comigo (e que mal que eu falava) e com os voluntários dos abastecimentos (excepto no abastecimento dos 26,5 km que me senti como invisível, com tanta gente a quadrilhar, tive que ser eu a encher as minhas garrafas e nem sequer ouvi uma palavra de incentivo). Foi mais ou menos por essa altura que a tal falta de treino especifico se fez sentir nos biceps femurais (ver imagem), na subida de um dos picos que podem ver na imagem do perfil, senti um nó na parte posterior da coxa direita, paro, respiro dou mais uns passos e igual na esquerda... tive que subir aquelas paredes com um "passito a passito" mais curto, estava convencido que só iria sofrer  nas subidas mas enganei-me, as descidas ainda eram mais assustadoras pois o músculo também prendia, restavam-me as partes corríveis (como se pode ver no perfil não são muitas) e mesmo aí não deu, tive que fazer a segunda metade em "power hike" e os km a custarem cada vez mais a passar, quando estou num "delta" olho para o lado e vejo as paredes que ainda tenho que escalar, algumas com ajuda de cordas, e pergunto-me "será que é preciso sofrer tanto para fazer uns míseros 50km?", "levantar às 4h30, fazer 1h30 de viagem, andar durante mais de 8 horas a fazer "marcor", voltar de noite para casa?".
parecem mesmo as rampas do bucket brigade da Spartan Race

Sim, também tivemos que baixar a bolinha

Custou-me tanto a passar aqueles marcos, pequenos objectivos como a distância da maratona - passada com sacrifício e a subir mais um pico com cerca de 7 horas de prova. Às 3:35 (tempo que fiz em Lisboa) estava nos 23 km. Depois dos 45, aquele ponto em que seria a rolar até à metae que nunca mais chegava... ainda passei por alguns picos aos quais chamei todos os nomes que me vieram à cabeça.

Hoje ainda estou todo rebentado, e desço escadas com muita dificuldade, sento-me com muita dificuldade (as minhas filhas dizem que pareço um velhote daqueles que usam bengala), tenho vontade de nem sequer pensar numa aventura parecida nos tempos mais próximos. É claro que ontem, quando estava sózinho na serra pensei na dureza que será fazer o mesmo desnível mas em altitude, pensei no que será fazer uma MIUT ou um UTMB, mas também pensei em Spartan Race só que em vez de estar a subir e descer com um balde de gravilha,  estava a subir e descer com dois cepos nem forma de pernas ;)

Bom, agora já sou ultra, e até ao fim do ano só tenho planeada a meia dos Descobrimentos e depois logo se verá.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • preço muito acessível
  • saco de presença bastante recheado
  • desafio constante
  • marcações sem falhas
  • Abastecimentos com bastante oferta
  • duche no final
Pontos Negativos:
  • poucos abastecimentos, não pela distância entre eles mas pela duração.
O meu registo no Strava:

Boas corridas!

segunda-feira, outubro 15, 2018

Maratona de Lisboa

Voltei para fazer a minha 16ª maratona. Quando me inscrevi, numa promoção ainda em 2017, a prova ainda tinha R’n’R no nome, mas depois passou a ser só EDP.

Durante a noite de sexta-feira começo a ver alertas que o furacão Leslie iria “aterrar” em Portugal continental na zona de Lisboa, fiquei admirado por não haver avisos, mas com o avançar das horas a Protecção Civil acabou por lançar o alerta vermelho e durante o dia de sábado as partidas acabaram por ser adiantadas uma hora, no caso da prova principal, era para ser às 8:00 – passou para as 9:00. Desde que a prova não fosse cancelada, eu estaria sempre presente. O novo horário até foi bom para os que não gostam de se levantar demasiado cedo. A temperatura esteve bastante amena, existia algum vento, mas tendo como referência o Guincho, já passei por bem pior por lá… Mais de 3000 participantes numa maratona é sempre um sinal positivo, os avisos de mau tempo, a alteração no nome e a má experiência de 2017, podem ter tirado mais de 1000 participantes para este ano (não sei quantos estavam inscritos), mas acho que é uma prova que só tem motivos para crescer e se implementar no calendário internacional.

Quanto à minha prova, depois dos exageros da semana passada, não estava com grandes ambições, tracei uma estratégia conservadora para 3h40m e parti a travar nos primeiros 5K a tentar fazer mais lento que 5:20/km. Tinha combinado com o Carlos que a partir dos 10 /11km ele iniciaria mais um longão de preparação para Valencia até ao Cais do Sodré (km 41), assim foi, estivemos a pôr a conversa em dia e nem dei pelos Km a passar, fomos sempre abaixo de 5:10/km e cerca do km 27 o Carlos diz-me para seguir, e eu como até me estava a sentir bem fiz uns cerca de 9 km abaixo de 5:00Km, a subida do alto da boa viagem quebra sempre um pouco mas ia a sentir-me muito bem e os km a passarem rápido. Fiz como nutrição um gel GU a cada hora e por volta da 1:30 de prova tomei uma cápsula de sais, fui sempre bebendo apenas um gole ou dois de água a cada 2,5 km e usando o resto para arrefecimento.

Acabei por fazer um tempo idêntico ao ano passado - 3h35m29s (em 2017 fiz ligeiramente abaixo do minuto 35) e a poucos metros da meta eu e outro companheiro de corrida ainda ajudámos uma senhora que desfaleceu a menos de 10 metros da meta – passou a meta em ombros e foi entregue aos socorristas (espero que tenha ficado tudo bem com a senhora dorsal 378). 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Rápida adaptação ao “plano B”
  • A entrega de dorsais correu muito bem e a expo estava com bastante oferta
  • Percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito

Pontos Negativos:
  • Não tenho nada a apontar
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!

segunda-feira, outubro 08, 2018

3 horas nas 24 horas a correr em Mem Martins



Pronto, não é o melhor exemplo de "tapering" fazer uma prova de 3 horas a correr na semana anterior à maratona.
Na verdade, logo que soube desta prova, fiquei curioso, e ainda por cima a realizar-se, literalmente, à porta de casa. Como é óbvio não tenho preparação nem coragem para correr 24 horas, mas quando uma das provas no "menu" é de 3 horas, é claro que teria que participar. Também havia uma prova de 12 horas e uma de 6 horas, bem como as 24 horas em equipa.
Estive com as minhas filhas a assistir à partida e depois fomos passando pelo parque para ver como estavam as coisas, até estive lá às 00h00 para ver os dois participantes das 12h a partirem.
Deixo aqui o que filme da partida:

Antes das 9:00 de sábado lá estava eu de novo, desta vez como participante, éramos cerca de dez na prova das 3 horas. O circuito era feito no parque da bacia de retenção do Algueirão e nos terrenos adjacentes, cada volta tinha um pouco mais que 2 km e era feita em terreno misto, um pouco de asfalto, terra batida, trilho, passadiço em madeira, subida e descida, curvas e rectas ;). Eu parti com a ideia de fazer um ritmo de treino, o relógio não mostrava ritmos, apenas mostrava as horas e segui ao meu ritmo num grupo de três demos duas voltas mas depois o futuro primeiro classificado começou a esticar, e eu deixei-me ficar na minha onda. Aproveitei para treinar a minha nutrição para a maratona de Lisboa no próximo Domingo, estava muito sol e calor, o circuito também tinha muito pó, por isso a cada 2 voltas enchia o meu "soft flask", acabei por fazer quase 32,5 km quando tocou o meio-dia e 16 voltas à pista.
Pelas minhas contas teria ficado em 4º lugar da geral, quanto ao escalão não sabia, pois não tinha informação da idade dos outros atletas. No entanto deixei-me ficar para a entrega de prémios, e foi com muita alegria que verifiquei que fiquei em segundo lugar no escalão V40 (o vencedor era V50 e o terceiro era sénior) o que transformou esta experiência num momento inesquecível, um primeiro podium em provas de corrida, desporto que pratico há 14 anos.
Aproveito aqui para deixar os meus parabéns à organização - Real Academia - na pessoa de Álvaro Pinto, pela excelente prova, a pensar apenas nos atletas e dando as melhores condições possíveis para que tivessem uma experiência inesquecível.


As fotos são de Orlando Duarte (Obrigado!)

Deixo aqui a minha análise review desta prova:
- organização
- logistica
- kit de participante
- Oferta do livro de Dean Karnazes - "The Road to Sparta" - "A lenda da maratona"


Pontos Negativos:
- a unica nota é o passadiço de madeira, foi arranjado mas ainda deu para tropeçar umas duas vezes

O meu registo no strava:

segunda-feira, setembro 24, 2018

Global Energy Race


Este ano resolvi variar e ir à "concorrência". Em dia de Corrida do Tejo, resolvi não me meter na maior confusão e ir experimentar a prova que realizava precisamente à mesma hora e na mesma distância mas no concelho de Lisboa.
Por motivos de treino, deixei o carro perto do local de chegada em Belém e fui a correr até à partida no Rossio (era para ser na Av. da Liberdade mas a manif dos Táxis não deixou), aproveitei para subir a Rua do Alecrim e depois de descer até aos Restauradores terminei depois de subir a rampa do Elevador da Glória, para meter alguma inclinação na semana.
A prova está bem organizada e soube adaptar-se com facilidade aos problemas ocorridos, tendo a organização comunicado a alteração via e-mail, acho estranho as camisolas terem referência a Madrid com símbolo da cidade e tudo e até a medalha diz Madrid, não vi nem ouvi qualquer explicação para o facto.
Como estava previsto bastante calor, apontei para um ritmo entre as 4:50 e 4:40/km deixei-me ficar no meio do pelotão de cerca de 1000 participantes e fui a ultrapassar durante toda a prova, fui num ritmo confortável, fazendo split negativo com um ritmo de 4:46/km na primeira metade e 4:36/km na segunda, só tenho que fazer uns ajustes no pequeno-almoço, pois o estômago com a subida do viaduto da Av. da India ia dando a volta. Conclusão: um bom treino de velocidade e agora só falta mais um longão...
A foto de A Natureza Ensina (Obrigado!)

Deixo aqui a minha análise review desta prova:
- Percurso
- organização
- WC
- transporte para a partida
- transporte de sacos
- Tempo liquido de prova

Pontos Negativos:
- t-shirt de "Madrid"??
- medalha de "Madrid"??
- distância não certificada

O meu registo no strava:

Abraços e boas corridas,