segunda-feira, maio 07, 2018

Lisbon Eco Marathon




Completei ontem a minha 15ª Maratona!
O local escolhido foi o chamado "pulmão" da cidade de Lisboa - parque de Monsanto, a prova tem nome em inglês  - "Lisbon Eco Marathon" mas é apenas uma maratona de montanha com poucos participantes, apesar de, aparentemente, ser feita bastante promoção, os preços de inscrição também não ajudam a que haja mais participação.
Fui com "espírito trail" a poupar energia nas subidas e sem ligar a ritmos por km, olhando para os tempos de passagem oficiais verifico que andei sempre constante no mesmo pelotão entre o 60º e 70º classificado. Também por não ser conhecedor do terreno, e analisando agora, talvez me tenha poupado demasiado em algumas subidas das quais não tinha a certeza da extensão. Fui encontrando os postos de abastecimento previstos e com pessoal bastante atencioso, no quente dia que esteve, fizeram o seu papel, as marcações estavam bem feitas, não senti desconforto por passar algumas vezes no mesmo local. No último km ainda fui à conversa com um companheiro que estava a preparar sua quinta participação na mítica Comrades na África do Sul (que inveja) e acabámos por passar a meta em conjunto.
A distância, como podem ver no meu strava, parece ter sido de menos, mas também já vi registos na mesma plataforma com a distância correcta, pode ter sido falha no meu aparelho.
Próximas provas? para já não me quero comprometer aqui com nada (tinha dito que ia ao 1º de Maio, mas optei por me poupara para esta), se as fizer venho cá colocar o post da praxe ;).
Aqui fica a minha análise (review) da "Lisbon Eco Marathon":

Pontos Positivos:
  • horário de partida
  • local e percurso da prova
  • abastecimentos e marcações
  • zona de chegada com bastante oferta e conforto
  • alguns apoiantes franceses que iam dando moral;)
  • bengaleiro
Pontos Negativos:
  • poucos participantes na maratona (fiz 3 km a meio da prova sem ver ninguém nem atrás nem à frente)
  • t-shirt igual para todas as provas
  • medalha igual para todas as provas (?)
O meu registo no Strava:

O video do ReLive do Strava:
 

Abraços e boas corridas!

segunda-feira, março 26, 2018

Corrida dos Sinos



A minha colecção já conta com oito sinos.
Ontem lá estive em Mafra, como prometido. Objectivo: fazer uma prova certinha a testar os motores.
Estava muito vento e o tempo a puxar para a chuva e algum frio. Desde que entrega de dorsais mudou para a piscina ainda não afinaram a organização, continua muita confusão apesar de terem colocado balcões por número de dorsal.
Este ano tivemos a presença da grande Aurora Cunha para "amadrinhar" aprova  e até fazer uma volta nos Sininhos.
Continuo a considerar negativa a mistura das partidas da duas provas, há sempre pessoas que gostam de se colocar muito à frente na partida e depois fazer uma corrente de mãos dadas.
Quanto à minha prova, com a numerosa participação e porque me resguardei até mais tarde, acabei por sair bastante atrás no pelotão o que levou a uma média por volta dos 6:00/km nos primeiros dois quilómetros. A partir daí é o clássico, descer até ao retorno e com o depósito que sobrar fazer a discreta mas chata subida até cerca do km 14. Deu para fazer uma média de 4:46/km para um tempo abaixo de 1h13m. Uma participação positiva com um treino rápido, apesar de ter feito mais 4 minutos que no ano passado, aí bem preparado depois de regressar da maratona de Sevilha.
Agora devo aparecer de novo numa prova de 15k no dia do trabalhador, vamos continuando a treinar.
Aqui fica a minha análise (review) da Corrida dos Sinos:

Pontos Positivos:
  • Muitos participantes
  • Muito público no início
  • Uma clássica
  • O sino
  • Chegada na pista de atletismo
Pontos Negativos:
  • Partida em conjunto com a mini
  • Sem tempo liquido
  • Entrega de dorsais muito confusa
  • sem WC
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!

sábado, março 03, 2018

como vão as coisas?

Pois é, depois do GP do Fim da Europa as coisas não têm andado pelo melhor.
Desde o início do ano que tenho andado com sintomas similares à canelite, a parte muscular na canela (tíbia) esquerda tem andado com uma moinha irritante e até mesmo picadas, ao correr não se sente muito, mas quando estou parado há aquele incómodo. Talvez tenha sido causado pela mudança de terrenos e perfil do treino.
Entretanto já somei duas faltas à partida (DNS), uma das minhas provas de preparação - Peninha Skyrace e o meu objectivo para a primeira metade de 2018 - a minha primeira ultra nos 52 km do Trail terras de Sicó. No primeiro foi por algum receio de piorar os tais sintomas que tinha vindo a sentir e no segundo o vírus da gripe resolveu atacar mesmo naquela semana, a febre e a respectiva debilitação física fizeram que tivesse que desperdiçar o treino que vinha a ser feito desde Dezembro passado.
Então e agora?
Para já, aproveitei uma das recomendações para este tipo de lesões, reduzir o treino ou mesmo parar.
Este mês vou só picar o ponto na Corrida dos Sinos e depois volto a subir a quilometragem para um projecto que tenho em Maio.
Quanto aos trilhos e à ultra, não me quero comprometer para já, pelo menos no primeiro semestre.

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, janeiro 29, 2018

GP Fim da Europa (e volta)


Apesar do nome da prova lembrar um slogan de extrema esquerda, não existe nada em comum entre a politica e esta clássica que termina no ponto mais ocidental da Europa continental e que já teve 28 edições.
A minha ultima participação tinha sido em 2010 e ontem acabei por fazer o mesmo tempo. Como tenho que fazer km por causa da minha estreia na ultra daqui amenos de um mês, resolvi não pedir autocarro para o regresso e voltar à casa de partida com as mesmas pernas que chegaram ao fim da Europa.
Devido ao grande número de participantes a partida foi organizada em duas vagas, eu fiquei na segunda que saía pelas 10:15, mesmo assim torna-se complicado conseguir um ritmo constante na dura subida da rampa da pena, sabe sempre bem chegar lá acima e respirar fundo e ir até ao primeiro reabastecimento para refrescar e hidratar, depois é seguir a bom ritmo até ao km 10, onde vamos encontrar mais uma pequena parede para trepar (a foto acima é já no final dessa subida) e depois a partir da Peninha é sempre a descer até à meta onde fiz o tempo de 1h27m26s.
Depois foi partir em busca do saco para mudar de roupa, comer qualquer coisa e iniciar o regresso com muita gente até à Azoia (pessoal que tinha deixado aí o carro) depois fui praticamente sozinho a subir até à Peninha, dois senhores passaram por mim a correr e eu ía em passo acelerado (power hiking) depois quando voltei a correr acabei por passar por um deles. Este regresso acaba por ter mais desnível, enquanto a prova teve 440m D+ ou regresso teve 542m D+ acabei por fazer em cerca de 2:08 horas e só já pelas 14:30 estava em casa com duche tomado, mas na estação de Sintra tive a sensação que não cheguei muito depois de alguns autocarros.
Na próxima semana vou ter um desafio que , tenho a impressão,  vai ser dureza a sério - a primeira edição do Peninha SkyRace - 27km com cerca de 1700m D+ mas logo se verá...

Aqui fica a minha análise (review) do Grande Prémio Fim da Europa:

Pontos Positivos:
  • percurso muito cénico
  • Muitos participantes
  • WC na Partida
  • Bengaleiro - transporte de sacos
Pontos Negativos:
  • Não haver medalha
  • Vagas de partida deveriam ser separadas por tempos previstos
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!

terça-feira, dezembro 19, 2017

Ericeira Trail Run - 20K


Não me considerando um pioneiro, tive o privilégio de participar em algumas primeiras edições lá para para os anos de 2009 e 2010 - Trilhos do Pastor, Trilhos de Conimbriga Sicó e Trilhos de Almourol - isto para além ter ter por hábito iniciar a época na prova Trilhos do Monsanto (prova já desaparecida). Nessa altura já exista a Freita e a Geira Romana, mas para se fazer mais que 100 km era preciso ir a Ronda em Espanha e a edição não era anual. Ouvia-se falar do UTMB e da Trans Canária, mas eram só uns loucos que lá iam... Agora a oferta de provas em trilho é tanta que é difícil escolher e estamos numa fase de selecção natural em que só os eventos mais fortes vão sobreviver.

Fazendo a passagem para a prova em que participei este fim de semana e pelo discurso do organizador, no briefing antes da partida, fiquei a saber que a empresa vai deixar a organização desta prova, e este ano foi de transição para os Amigos do Atletismo de Mafra, dando já os tais sinais de selecção natural, agora é esperar por 2018 para vermos se existirá nova edição.

Quanto à minha participação, foi muito boa e sempre com o espírito trail - desfrutar e não esforçar -. 
Começamos com uma partida lançada no Parque de Santa Marta, em que nos primeiros 500 m não se podia ultrapassar o organizador. 
De seguida foi passar pela Praia do Sul, atravessar a estrada e entrar num percurso agradável de trilho até à ponte junto à foz do Lizandro. Aí com grandes vistas subimos e descemos até à praia de S. Julião de onde subimos até ao primeiro abastecimento localizado após os 10km na localidade de Pobral. 
Depois tivemos cerca de 2,5km a descer por um caminho "tipo romano" feito de lages e que escorregavam bastante e exigiam alguma cautela, depois molhamos os pés até ao tornozelo e sentimos a água fresca na travessia do rio Lizandro. 

Seguir por estradões até ao abastecimento após o km 17 para nos prepararmos para uma parede de 300m de quase subir com as mãos no chão (eram 23% de pendente média) e quando esta acabou foi sempre a descer até à meta.

Cheguei ao fim com 2h23m e em 78º na classificação, senti-me sempre muito bem. Nos abastecimentos não perdi muito tempo, apenas usei o meu copo telescópico para beber um pouco de cola. Não gastei a totalidade do 1lt de água que levei nos dois soft flasks. Caminhei quando as subidas o pediam e levei o relógio a visualizar o cardio.

Aqui fica a minha análise (review) da Ericeira Trail Run - 20K:

Pontos Positivos:
  • percurso cénico
  • bem marcado
  • dois abastecimentos
  • apoio policial nas travessias de estradas
  • Saber a classificação logo na chegada
  • Medalha bonita
Pontos Negativos:
  • balneários muito deslocados do local da prova
  • não haver controlo do material obrigatório
  • resultados colocados no site apenas na 2ªfeira
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas,

terça-feira, dezembro 05, 2017

Meia Maratona dos Descobrimentos


Depois da chuva sem fim do ano passado, este ano fomos brindados pelo frio. Tudo isto faz parte da época, não são queixas nem desculpas são apenas constatações.
Tenho marcado presença em quase todas as edições desta prova, desde o fim da Maratona de Lisboa, nesta data a Xistarca optou por fazer uma promoção "musculada"  e tem tido resultados positivos em termos de participação e em termos organizativos.
Passei a semana anterior com poucos treinos, devido às maleitas da época, nada de especial mas que tem sempre impactos nas vias respiratórias. Por isso resolvi resguardar-me da exposição aos elementos e acabar por fazer um tapering forçado.
Fui para a prova sem objectivos concretos, teria sempre que sentir o corpo e partir daí optar por uma estratégia. Como tal, comecei nas calmas ali pela zona dos 5:00/km, fui-me sentindo bem e resolvi manter a média dos primeiros 5K nos 4:50/km, chegando mesmo a abrandar, o Carlos F. passa por mim e diz que eu já o apanho...Para os segundos 5K deixei-me ir até aos 4:45/km e nos seguintes, ainda com alguma brisa contra, ligeiramente abaixo das 4:40/km, os seis quilómetros finais seriam feitos no "máximo" que as forças permitissem e com a tal brisa pelas costas, consegui uma média de 4:28/km nessa ultima parte da prova e acabei por fazer menos 1m30s do que na Nazaré ficando com um tempo líquido de 1:38:05. Fiquei contente com a marca e com a disciplina que consegui impor para implementar a estratégia estabelecida, já durante a prova.
Deixo aqui esta imagem que mostra bem a "geometria perfeita" criada pela minha estratégia de prova:
Relativamente a planos futuros, tenho prevista a participação no Trail da Ericeira versão 20K e ainda não decidi se vou a alguma S. Silvestre. Tinha  marcada para o passado dia 26/11 a Corrida do Monge mas entretanto foi cancelada. Estou a mudar as corridas para outros terrenos e com objectivo de acumular mais distância vertical do que horizontal tudo isto já a pensar do +50K de Sicó em Fevereiro.

Aqui fica a minha análise (review) da Meia Maratona dos Descobrimentos:

Pontos Positivos:
  • público
  • guarda-roupa
  • WC
  • percurso
  • muitos participantes
  • zona de chegada com muita variedade
Pontos Negativos:
  • falta de separação entre as faixas em algumas zonas
  • não haver feira do corredor
O meu registo no Strava:

Abraço e boas corridas,

segunda-feira, novembro 13, 2017

Meia Maratona da Nazaré







Fonte: Sonya Alves
Regressei à Nazaré.
Depois da minha última participação em 2013, regressei este ano à mãe de todas as meias maratonas.
O carro fica sempre no mesmo parque, junto ao mercado, e praticamente no mesmo sitio. Depois é o atravessar da vila em busca do dorsal, este ano não notei grande confusão e o processo foi fluido, a organização fez a oferta de um "buff" com padrões nazarenos e só no final da prova procedeu à entrega da t-shirt e do respectivo prato.
As perspectivas para a minha participação eram fazer abaixo de 1h40m, para tal tinha preparado uma estratégia de veterano conhecedor da prova, começando os primeiros 10K com ritmos calmos e na segunda metade libertar mais as pernas com as força que ainda tivesse.
Esta prova tem vindo a perder participantes nos últimos anos, talvez pela localização, talvez pela oferta de provas do mesmo género, talvez por falta de agressividade publicitária, pelo que pude analisar este ano chegaram menos que 600 atletas à meta, e em tempos não muito longínquos já chegaram ao final perto 2000 atletas. Por ser no centro do país, nota-se que vêm participantes do norte e do sul, mas são os tradicionalistas, aqueles que fazem questão de picar o ponto nem que tenham feito a maratona do Porto na semana anterior. Também há aqueles que regressam, como um senhor que cerca dos 12K nos dizia que a última vez que tinha feito esta prova tinha sido há 32 anos, na altura fez cerca de 1h23 e não ficou nos 200 primeiros (agora vejam os resultados e em que lugar fica um tempo desses).

Voltando à minha prova... Estava a sentir-me muito bem e a ultrapassar sempre, só que o ritmo não subia pois a nortada estava a dar luta, quando já estou a menos de 500m da meta um pórtico insuflável cai e fica atravessado na estrada, eu tenho que passar pelas cordas para o passeio e depois regressar à recta da meta que cruzei com 1h39m34s, sem sofrimento e com a satisfação de atingir o objectivo proposto.

A seguir devo participar no regresso da corrida do Monge na serra de Sintra 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • público
  • atmosfera mítica
  • o "buff" no kit de participante
  • zona de chegada sem confusão
  • o bolo de mel
  • o prato
  • tempo liquido de prova com evolução na classificação


Pontos Negativos:

  • não vi WC
  • alguma falta de promoção leva à redução de participantes 

O meu registo no Strava: