segunda-feira, setembro 09, 2019

Meia Maratona S. João das Lampas

No passado sábado voltei mais uma vez à grande clássica “Meia das Rampas”.

Estava calor, não havia muito vento, faz parte e é natural que uma prova que se realiza às 17:00 de um sábado, no verão, que esse seja um dos factores mais normais, estranho seria se estivesse frio e a cair granizo. O número de participantes está regularmente na casa das quatro centenas e este ano também não foi excepção, senti alguns novos participantes, mas a maior parte são clientes habituais.
As fotos da prova  são de Paulo Sezilío (Obrigado!!)

A minha prova correu muito bem, estou a meio de uma fase dura de treinos e tive que incluir a prova nesse plano. Assim, tive que fazer algo que não costumo, que é o aquecimento e o arrefecimento e fiz 30 minutos de cada, para fazer um pouco mais de 30km no dia. A partida foi feita sempre nas calmas, bem como os primeiros 7 km que incluem a dura subida antes da estrada nacional, nunca fui a acompanhar o meu ritmo ia apenas a gerir o esforço para um tempo a rondar os 5min/km ou a 1h45m de prova, foi sempre a passar pessoal, principalmente nas rampas e na passagem por São João das Lampas, cerca dos 13 km, vejo o meu amigo Carlos e vamos a pôr a conversa em dia a partir daí, o ritmo baixou um pouco mas os km também passaram rapidamente, por volta da marca dos 18 km resolvi aumentar a velocidade e fiz um final em grande estilo (pudera… também é a parte que é sempre a descer). Cruzei a meta em 1h44m44s (chip) e tive direito a que o Fernando Andrade (mais uma vez, Parabéns pela prova!), citasse o meu nome ao microfone ;). Esperei uns instantes pelo Carlos e depois foi aproveitar a coca-cola e umas belas e saborosas fatias de melancia que deram para recuperar rapidamente de todo o esforço despendido… depois ainda fui fazer o tal arrefecimento de meia hora e aplaudir os participantes que ainda estavam a chegar.
Deixo aqui a minha análise review desta prova:
Pontos Positivos:

- A melancia
- A coca.cola e o sumol
- Uma clássica
- A festa
- Parqueamento
- Percurso
- Tempo liquido de prova
- Transito cortado

Pontos Negativos:

- Nada a apontar

O meu registo no strava:


Abraço e boas corridas!

sexta-feira, agosto 02, 2019

20 maratonas (e ultras)



Recentemente o nosso amigo e muito “paciente” e dedicado João Lima actualizou a lista dos portugueses com 50 ou mais maratonas e ultras. Fiquei curioso, fui contar as minhas e cheguei à conclusão que este ano também fiz o número redondo de 20 maratonas e ultras.

Tudo começou em Paris em Abril de 2005 (foto acima), ao inicio com uma “febre” de fazer sempre melhor. Depois tive a “febre” de fazer mais. Depois tive uma ausência de 2009 até 2017 e desde aí têm se juntado também as ultras (ainda só três…).

A maratona levou-me a Paris, Barcelona, Madrid, Sevilha, Porto e Londres. Esta ultima foi a experiência mais inesquecível que tive na corrida, é claro que Paris foi a primeira e foi uma prova incrível, mas em termos de ligação com o publico e toda a energia que daí advém, a prova da capital britânica é de facto um caso único. Acredito de Nova York e Boston tenham tanta ou mais energia, mas a essas ainda não tive a sorte de ir.

Se me pedissem uma pequena lista de 5 provas que gostava de fazer, neste momento, eu diria:
  • Maratona de Boston
  • Ultramaratona Comrades
  • Maratona de Nova York 
  • Maratona de Berlim
  • Ultramaratona Western States (ou Leadville)

Se alguém quiser patrocinar uma destas provas é só contactar-me.
Abraços e boas corridas!

terça-feira, junho 04, 2019

Ultra Trail de Sesimbra

No passado domingo terminei o meu primeiro semestre em termos de provas.
Fui fazer mais uma ultra para o meu curriculum. Aparentemente seria de “apenas” 43 km mas a mim deu mais de 45 km, escolhi uma prova já com nome no calendário e bem cotada – o Ultra Trail de Sesimbra – organizada pelos “dinossauros” o Mundo da Corrida e a minha primeira prova do calendário nacional da ATRP.
Estava previsto um dia de imenso calor, acima dos 35 graus, aquela zona também não me parecia ter muita floresta ou sombra, como tal, optei por um chapéu com bastante sombra e por não levar bastões para estar mais liberto para hidratar… O meu pessoal montou acampamento ali na praia e lá ficaram até ao meu regresso, passadas muitas horas.
A partida da ultra foi dada às 8:00 e eram cerca de 200 participantes, fizemos a marginal da praia a ritmo controlado por um jipe da organização até chegarmos ao estradão em direcção da praia da ribeira do cavalo, um dos ex libris da prova, uma bela paisagem, uma subida bastante inclinada e muitas fotografias (acima a foto é do Fotos do Zé), tudo sempre sem stresses e nas calmas. 
Depois é ir sempre pela costa por estradão e por trilho até às ruinas do Forte de São Domingos da Baralha, mais uma subidita e depois sempre a rolar até ao santuário do Cabo Espichel depois continuamos pela costa  e nesse percurso  cerca dos 21 km (onde ia sozinho) falharam-me as fitas e quando dei por mim deixei de ver pegadas e tive que voltar atrás (pelas minhas contas foram uns 500m ida e volta), pelo que vi da classificação dos pontos cronometrados, andei sempre pelos mesmos lugares, muito conservador por causa do calor  e porque não conhecia a prova. 
Forte da Baralha - flickr

Na zona da praia da foz, deixamos de ter o pouco fresco do mar e entramos numa zona muito seca e árida, ia perto de um grupo de 4 ou 5 participantes, mas mesmo nas zonas “corríveis” já estávamos de tal forma cozinhados pelo calor que não dava para correr durante grandes períodos e a coisa acaba por ser contagiante entre o pequeno grupo. Aos 32 km chega a parte mais desmotivante de toda a prova – a pedreira – em qualquer prova ou em qualquer dia seria algo dispensável, mas com o calor que estava, até o abastecimento parecia que tinha estado na guerra, só destroços e ninguém muito prestável para ajudar. Lá segui e ainda deu para ganhar alguns lugares, depois de passada a pedreira temos uns km a descer para recuperar o ritmo e refrescar com o vento até à subida para o castelo, foi cerca de meia hora para fazer 1600 metros, eram cerca das 14h00 e a temperatura estava no seu auge, a média de inclinação é de 10% mas os tendões já estavam no limite quando se esticava mais a perna. Os 7 km que faltavam até à meta foram também lentos, mais pelo desgaste acumulado do que pelo perfil, a descida também era demasiado técnica e ainda foi mais lenta que a caminhada até lá chegar. Quando finalmente cruzei a meta, após 7h33m de prova, estavam a ser as cerimónias de entrega de prémios, o amigo Orlando Duarte estava dedicado a tirar-nos fotos e o moço das medalhas também foi simpático a dar animo, o pessoal do abastecimento final é que já devia estar farto daquilo e não me ligaram (quase) nenhuma… 


Com muita dificuldade, lá tirei as meias e o resto do equipamento e juntei-me ao meu acampamento para dar dois saborosos mergulhos e esperar que as cãibras acalmassem para poder conduzir. 
Agora vou ter uns dias de descanso e de planificação da segunda metade de 2019.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Inicio de percurso muito cénico
  • Bons abastecimentos e muitos
  • Bastantes participantes
  • Bonita medalha
  • Boa zona de partida / meta 
Pontos Negativos:
  • Marcação podia estar melhor
  • Zona da pedreira seria de evitar

O meu registo no strava:

Boas corridas!

segunda-feira, maio 13, 2019

Trilho das Lampas

Era uma falha no meu curriculum nunca ter participado nesta prova. 
Foram várias estreias neste início de noite de sábado, primeira vez no Trilho das Lampas e primeira prova com frontal. 
Já ouvia falar há muito tempo desta prova que teve a sua 7ª edição, nunca me deu para participar, ou por não andar pelas provas de trail, ou por não se enquadrar no meu calendário. Desta vez até fazia parte do circuito werun (dava o cashback na prozis), não pude faltar. Fui com equipamento minimo, apenas um copo nos calções, telemóvel e o obrigatório frontal. A prova é muito agradável, passa por onde tem que passar, mostra a todos as belezas da costa de Sintra e não inventa subidas só porque tem que se subir numa prova de trail. 
Como disse, foi a primeira prova com a luz na testa, gostei da sensação de fazer cerca de 1h30m às escuras por belos e agradáveis trilhos. A minha prova deu para o que tinha, as pernas ainda estão algo desgastadas pelas duas provas nas semanas anteriores. Analisando, nestes trails de cerca de 20 km, até terá sido dos que consegui melhor média, mas nesta provas há sempre que ter em atenção o desnível e de como ele aparece, mas também não é isso que importa.
Muitos participantes, alguns engarrafamentos, muito bem sinalizado, principalmente à noite e nas zonas perigosas. Tinha marcação a cada km, mas a partir de determinada altura começaram a aparecer uns numeros muito elevados (deve ter havido alguma alteração de percurso) pois o meu gps deu a distância anunciada (cerca de 24km) mas as placas pareciam apontar para 27km...

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Bonito Percurso
  • Bem marcado
  • Sem inventar subidas só porque sim
  • Muitos participantes
  • Sopa quente no final
  • Medalha a sério
Pontos Negativos:
  • Abastecimentos muito separados em termos de duração
  • Marcação da distância
O meu registo no strava:
Boas corridas!

segunda-feira, maio 06, 2019

Eco Maratona de Lisboa


Completei ontem mais uma maratona para a minha colecção!
Este ano resolvi tratar a prova com o seu nome em português. Tal como referi no ultimo post, já não me lembrava que me tinha inscrito nesta prova, em Janeiro, quando planeei o ano não contava fazer 42 km no fim de semana seguinte às seis horas a correr, nem foi uma prova que tenha gostado tanto, que tivesse que voltar no ano seguinte.
A estratégia era dar tudo o que tivesse para dar e caminhar apenas quando já não desse mais, fui sempre bem de inicio e puxei bem nas descidas para compensar a lentidão das subidas. À meia maratona estava com 2h07m o que era um bom sinal, mas o calor e os km da semana passada deram cabo das pernas por volta dos 30 km, a própria cabeça também não ajudava e o único objectivo que mantive foi tentar fazer melhor tempo que o ano passado.
Consegui, a muito custo, chegar com menos 7 minutos que no ano passado, fiz 4h35m. Em termos de classificação melhorei apenas um lugar, fiquei em 60º este ano em 120 chegados e fiquei em 11º no meu escalão (ainda de M45).
Apenas uma nota relativamente à denominação “ECO” desta maratona, deviam deixar de usar garrafas, poderiam oferecer um copo “soft” a cada inscrito e apenas ter garrafões nos abastecimentos, não sei se terão algum vassoura para limpar o lixo, mas o pessoal acaba sempre por deixar a garrafinha no caminho.
Aqui fica a minha análise (review) da Eco Maratona de Lisboa:

Pontos Positivos:
  • horário de partida
  • local e percurso da prova
  • abastecimentos e marcações
  • zona de chegada com bastante oferta e conforto
  • bengaleiro
Pontos Negativos:
  • poucos participantes na maratona (120 chegados)
  • t-shirt igual para todas as provas
  • medalha igual para todas as provas (?)

O meu registo no Strava:
Boas corridas!

segunda-feira, abril 29, 2019

6 horas nas 24 horas a correr em Mem Martins

Ontem bati o meu record de distância percorrida - 53,5 Km.
Estive presente, mais uma vez, nas 24h a Correr de Mem Martins, aqui bem pertinho de casa. A edição do ano passado tinha sido em Outubro e eu participei nas 3 horas pois tinha a maratona no domingo seguinte.
Desta vez estava inscrito nas 6 horas e era a prova pico do primeiro semestre do ano. O mais engraçado é que durante a passada semana recebi um mail com o meu número de dorsal na Eco Maratona de Lisboa (tinha feito uma inscrição low-cost logo em Junho) e nem estava a contar com tal prova no meu calendário, assim, a história vai ser semelhante desta vez.


Relativamente à minha prova; tinha feito há duas semanas um treino de quatro horas em circuito desafiante psicologicamente (voltas de 1 km com passagem em casa a cada hora para abastecimento), fiz um pouco mais de 40 km e testei a nutrição a usar na prova - a cada 60 minutos, cerca de 200 calorias de palatinose em garrafas de 33cl  de água e um bom copo de ginger-ale para dar gás, a meio tomei um reforço de electrólitos em cápsula -  e este treino correu muito bem, em termos de ritmo e até na recuperação pós prova. Assim, ontem, usei a mesma estratégia, levei um saco com o material, que deixei numa das tendas de apoio. Na prova das seis horas acho que não chegávamos a 15 participantes, eu optei por usar frontal na primeira hora (a partida foi às 6:00) apesar do caminho estar iluminado, era preciso ver os pormenores na parte mais "trail" do percurso (cada volta tinha cerca de 2,1 km em trilho, alcatrão, terra batida e passadiço de madeira), coloquei-me logo nos primeiros 5 e aí fiquei até ao fim. Na primeira paragem, tirei o frontal e coloquei os fones para me ir entretendo com uns podcasts. Durante a segunda hora de prova tropecei num tronco e fui ao chão com aparato e fiquei com algumas marcas, principalmente na cana do nariz (as fotos não o testemunham) e hoje estou com algumas dores nos braços. A partir das 10:00 com 4 horas de prova o sol estava já todo a descoberto e o calor começava a apertar, estava muito alerta para o ritmo cardíaco e fui reduzindo a minha cadência, passei a fazer a parte mais a subir a caminhar, a maratona foi feita cerca das 4h30m  e entretanto a minha claque já lá estava a apoiar, o tempo passou depressa mas a temperatura só deu para fazer mais cerca de 11km nessa 1h30m que faltava. Durante a prova pareceu-me ver uma cara conhecida - era o António Almeida - outro veterano dos blogs que eu já não via há uns bons anos, ainda trocámos uma frases durante a minha fase de caminhada. Quase consegui dar uma última volta inteiramente a correr, mas faltaram-me cerca de 200m. No meu relógio marcou 53,5 km a maior distância que já fiz desde que pratico corrida.
Depois, foi esperar pelos resultados - fiquei em 4º na geral e em 1º lugar no escalão M40/49 (a poucos dias de deixar de pertencer a essa faixa etária), mais uma subida ao pódio, desta vez para o lugar mais alto.


No próximo ano gostaria de fazer as 12 horas, vamos ver...

As fotos são de Orlando Duarte (Obrigado!)

Deixo aqui a minha análise review desta prova:
- toda a organização
- logistica
- kit de participante
- abastecimentos


Pontos Negativos:
- a única nota continua a ser o passadiço de madeira, foi arranjado mas ainda deu para tropeçar umas duas vezes

O meu registo no strava:

 Boas corridas!

segunda-feira, abril 22, 2019

15 anos de blog


É mesmo verdade. Já passaram 15 anos desde que iniciei este blog e por sua vez que iniciei a minha actividade neste mundo da corrida.
O início foi muito viciante como, penso, terá sido para todos nós que abraçamos esta modalidade, mas depois vamos atingindo os nossos objectivos e a “febre” vai abrandando, pelo menos comigo foi assim.
Logo que comecei a correr, coloquei como objectivo correr uma maratona e passados 12 meses estava a fazer a minha estreia em Paris, a primeira meia-maratona foi feita apenas com 2 meses de corrida. Depois tive aquela fase de melhoria dos tempos e fazer mais maratonas em várias cidades, consegui participar na mais emblemática de todas no nosso continente – a maratona de Londres – depois vieram outras prioridades, veio a família. 
Naquele tempo não havia aquela coisa chamada ultra-maratona ou trail, ficava-se a sonhar com Comrades , com Western States, com Marathon des Sables e ainda nem se falava de UTMB.
Hoje, tenho provas à porta de casa com 24h horas a correr, temos no nosso país uma das principais provas de trail em todo o mundo – MIUT – e temos três provas acima de 200 km no nosso país e com mais participantes portugueses que na maratona de Lisboa de há 15 anos.
Eu cá vou correndo, e agora vou traçando os meus objectivos em termos de distâncias cada vez maiores, fiz no final do ano passado a minha primeira ultra. E tenho pena que não haja mais ultras sem montanha, provas de estrada de 50km, 100km ou mais. Porque nos trilhos, corremos o risco de os organizadores nos porem a passar várias vezes pelo mesmo pico só para ter aquele desnível que se impõe.
Outra coisa que tenho pena é que no nosso país deixámos de ter corredores de elite, nos últimos 15 anos perdemos atletas masculinos capazes de fazer menos de 2h15m e a única excepção são algumas senhoras que ainda conseguem ser competitivas e fazer mínimos para as grandes competições mundiais. Lamento muito, mas na corrida entrámos naquela fase, como em quase todas as modalidades individuais, em que estamos sentados à espera que uma geração espontânea nos dê uma alegria e não fazemos trabalho de base para ter consistência de resultados neste campo.
Abraços e boas corridas!