segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Trilhos dos Abutres

No passado sábado marquei presença numa das provas míticas do “Trail” em Portugal, os Trilhos dos Abutres.
O acesso à inscrição na prova é feito via sorteio e eu tive a sorte de me poder inscrever na prova de 30km. Optei por esta distância porque na planificação que tinha para este ano, não se enquadrava estar a fazer uma ultra com esta dureza considerável.
O despertador tocou pelas 4h00 e fiz os meus “rituais” para sair de casa por volta das 5h00 para chegar a tempo de ver a partida da ultra e não ter “stresses” com cortes de trânsito, etc. Fui até à expo que se situava no mercado e onde seria local de partida e chegada das provas, vi muita organização, tal como esperava, levantei o meu kit e aguardei mais um pouco para assistir à largada dos aventureiros dos 55km. Depois fui até ao carro, que ficou a umas centenas de metros, e fiquei lá um pouco até começar a preparar o material.
Vinte minutos antes das 10h00 fui para o controlo zero, onde pediram apenas para ver o telemóvel e o apito, e fiquei a aguardar com cerca de seis centenas de participantes a hora da partida. O tempo estava bom, temperatura amena, uma leve neblina e sem chuva. 
No inicio demos uma voltinha pela vila e optei por manter um ritmo mais forte do que o costume para não apanhar engarrafamentos, passamos pelo parque biológico e depois temos a primeira subida até à pirâmide, entre os 4 e 5 km, passou um rapaz por mim que ia a fazer marcas de guerra na cara (tipo índio) com a lama… depois tivemos uma descida acentuada em estradão, que deu para aquecer as pernas até aos 8 km. Depois é uma zona que acho que é uma pista de “downhill” btt mas que nós fizemos no sentido ascendente, apesar da inclinação não ser muita, não me senti com energia para correr e estar atento ao single track ao mesmo tempo, por isso fui intercalando. Aos 12 km temos o primeiro abastecimento, atestei a garrafa de água e bebi dois copos de cola e depois veio a “micro Zegama” - Srª da Piedade (que eu pensava ser um pouco maior) em que o público puxava por nós na escadaria, depois veio uma subida mais técnica e a seguir vieram 5 km com cerca de meio km vertical, num trilho agradável e muito bem marcado com bandeiras. Antes da bonita aldeia de xisto Gondramaz e o respectivo abastecimento aos 21 km, tivemos uma pequena amostra de descida mais técnica. Mas o pior veio a seguir, descida muito complicada, quer pelo declive, quer pela perigosidade, acabei por fazer os 6 km seguintes (que eram 550m verticais negativos) mais lentamente que a própria subida, havia uma parte onde surgiram os participantes da ultra e acho que eram de ritmos bastante altos o que também fazia com que estivesse constantemente a encostar para dar passagem. Acabei por cair só 3 vezes, mas nada de cuidados, os tendões é que se iam queixando das quase espargatas e dos levantamentos rápidos. Estava ansioso para que este tipo de terreno terminasse, mas mesmo depois do último abastecimento na aldeia de Espinho a cerca de 4 km da meta, ia todo “lampeiro” a carregar no acelerador e mais uns “atascanços” na lama e mais cuidados numas pequenas levadas e mais um rabo no chão… só já no alcatrão é que passei uns 8 ou 9 participantes para terminar em grande estilo.
Em jeito de conclusão, dei o meu melhor, duvido que mesmo com muita prática, tenha agilidade e coragem para ser muito mais rápido naquele tipo de descida técnica. Olhando apenas para a altimetria, até parece que +1500m para 30km nem são nada de especial, mas é preciso contar que o equivalente negativo não vai “compensar” o tempo pois tem o tal factor “técnico”. Em termos físicos, não tive qualquer desgaste fora do normal, nem qualquer impacto das tais quedas. Fico sempre a pensar como é que os "Killians" e afins conseguem passar ali de forma mais rápida do que eu vou na estrada… Talvez volte um dia para fazer a mais longa, se não, fica já este carimbo no passaporte.
Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Excelentes marcações
  • Percurso desafiante
  • Abastecimentos 
  • Organização
  • Banhos
  • Bonito troféu
Pontos Negativos:
  • Talvez para os da Ultra 55km, nós os lentos, fossemos um incómodo na parte final
  • De resto nada mais a salientar
O meu registo no Strava:


Abraços e boas corridas!

terça-feira, janeiro 21, 2020

Trail de Lousa

No passado Domingo estive presente pela segunda vez consecutiva no Trail de Lousa na versão de 23K. Este ano mudou de “circuito”/ organizador mas o percurso manteve-se.
Este foi mais um treino, e como a prova não é nada fácil, ainda se juntam aos 1300m+ de desnível, a lama muito densa e quase barro que aparece logo numa das subidas mais inclinadas, nas descidas também torna a deslocação muito difícil. Eu tive duas quedas, um tropeção em plano, e uma mais violenta numa descida, que levou o nariz ao chão e fez com que a perna esquerda fosse algo magoada o resto da prova (isto foi cerca dos 13km), acabei com 3h41m e cerca de mais 10 minutos que no ano passado, que já tinha sido lento. Quando digo lento é comparando com a minha posição no pelotão relativamente às provas de estrada.
Conclusão, fiquei algo empenado, mas penso que terá sido uma boa preparação para os Trilhos dos Abutres 30K, de resto tudo bem.
Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Boas marcações
  • Percurso desafiante
  • Abastecimento final
  • Sopa
Pontos Negativos:
  • Entrega do kit só de véspera e em Linda-a-Velha
  • Alteração de horário em cima da hora e com pouca divulgação
  • Sem medalha
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Os objectivos para 2020

Hoje trazemos uma breve entrevista, onde o autor deste blog aborda os planos para o ano de 2020 relativamente à corrida.

Já vimos que o ano 2019 foi muito bom. E este ano? Vai ser melhor?
- Em 2020 vamos tentar subir um pouco mais a fasquia, não tanto nos trilhos / montanha, mas nas longas distâncias e na estrada.

O que é que tem planeado para já?
- Este mês estou a fazer uma breve preparação para o Trail dos Abutres 30k (tive a sorte no sorteio). E como ensaio, vou voltar ao Trail de Lousa, para além de estar a fazer visitas constantes à serra de Sintra.

 E depois dos Abutres? Quais as provas alvo para este ano?
- Tal como disse no início, vou apostar na longa distância e quero fazer uma boa prestação nas 12 horas das 24h de Mem Martins que serão no primeiro fim de semana de Maio. A partir de Fevereiro vou iniciar o plano de treino, vamos apostar em volume de tempo e também na qualidade com treinos intervalados de velocidade e de ritmo.

Qual vai ser o objectivo para as 12 horas?
- O objectivo é sofrer o menos possível e atingir a maior distância que conseguir. O sonho é conseguir os 3 dígitos… vamos ver...

Até lá vamos ter a sua presença em alguma prova?
- Devo testar a velocidade na clássica Corrida dos Sinos e testar a força no Trail da Costa Saloia, entre final de Março e meados de Abril, e não tenho mais nada previsto.

E para o resto do ano?
- Por acaso até já estou a pensar bastante nisso… quero bater o meu record (3h 25m) na maratona em Outubro, tudo aponta que seja em Lisboa.

Obrigado, desejo que concretizes todos estes ambiciosos planos para 2020.
- Agradeço e desejo que todos os leitores deste blog possam concretizar tudo o que planearam em termos pessoais e em termos de corrida.

quarta-feira, janeiro 01, 2020

12 meses de corrida em 2019 - um apanhado


E chegou a altura em que surge o tal balanço do ano que acabou.

No total foram 2666km de corrida, durante 273h 31min, um ganho de elevação  de 42316m e 250,00€ em inscrições 

Janeiro – Apostar mais nos trilhos de média distância e no ganho vertical. Participação no Trail de Lousa

Fevereiro – Um grande empeno no Peninha Skyrace e participação no Trail de Palmela

Março - Uma prova apenas, o Trail da Costa Saloia

Abril – Uma clássica Corrida dos Sinos e mais de cinquenta km nas 6 horas das 24h de Mem Martins

Maio - a 16ª maratona, neste caso Eco de Lisboa e uma prova que já estva a faltar há muito tempo o Trilho das Lampas

Junho – Mais um empenanço com o Ultra Trail de Sesimbra, principalmente devido ao calor. Depois um período de Férias

Julho – Início do treino estruturado para Abrantes 100

Agosto – Muita carga a passar das 12h semanais e uma semana de férias no Alentejo leve abrandamento na carga

Setembro - Participação na clássica Meia de S. João das Lampas mas com mais um km para manter a carga e na Corrida do Tejo com mais 20km 

Outubro – O ponto alto do ano com a minha primeira prova de 100km em Abrantes, e a sentir os resultados do esforço

Novembro – Uma clássica Nazaré a bom ritmo

Dezembro - mais uma Meia Maratona dos Descobrimentos a abrir e um regresso à São Silvestre para gastar calorias.

Faltam agora os planos para este 2020... já falta pouco para os colocar aqui.

Abraços e boas corridas!

segunda-feira, dezembro 30, 2019

São Silvestre de Lisboa

A minha última S. Silvestre tinha sido em 2010 em Lisboa, ainda a partida e chegada eram na praça do Rossio...
Nas semanas que passaram desde a meia dos descobrimentos não tive muitos treinos e na semana da tempestade Elsa até optei por estar abrigado no quentinho. Depois veio o Natal e sempre vamos provando aquelas coisas que evitamos durante todo o ano e o resultado é toxinas no corpo e algumas gramas a mais.
Fui para fazer o melhor possível, estava na zona dos sub50 e na primeira onda, mesmo assim senti muito desgaste, nos primeiros 2 ou 3 km para manter o ritmo, com tanta ultrapassagem. Depois da viragem em frente às “janelas verdes” já tinha estabilizado o ritmo. Na zona da “praça do comércio” sinto que a bateria já não vai dar para fazer uma subida da avenida muito confortável, o meu ritmo cardíaco prova que eu ia na “red line” mas estava a ser passado em vez de passar, e o “bandeira” das 4:30 estava a afastar-se cada vez mais… feita a rotunda e vamos dar o máximo no ultimo km!... fiz 3:59 (já não foi mau) e não deu para baixar dos 45 minutos por 20 segundos. Fiquei com a sensação de ter dado o máximo e de ter gasto algumas das calorias que foram ingeridas a mais.
Foi muito bom participar numa prova com mais de 10.000 atletas e com uma grande moldura humana em todo o percurso, esta peca apenas por estar muito passiva pelo menos para os atletas de pelotão.
Em breve vou publicar aqui o balanço de 2019 e os planos para 2020.
Aqui fica a minha análise (review) da São Silvestre de Lisboa:

Pontos Positivos:
  • WC 
  • percurso e espectadores
  • muitos participantes
  • ondas de partida
  • km final cronometrado
  • medalha e saco final
Pontos Negativos:
  • talvez colocar a partida um pouco mais atrás na avenida para o pessoal se espalhar mais...
O meu registo no Strava:


Um bom ano e boas corridas!

segunda-feira, dezembro 09, 2019

Meia Maratona dos Descobrimentos

Ontem marquei mais uma presença nesta agradável prova na cidade de Lisboa.
Tenho andado a cumprir os 5 treinos por semana com um deles a ser mais de ritmo e um mais para o longo...
Para a edição deste ano decidi fazer o contrário dos outros anos, começar a abrir e ver até onde dava o depósito. Até ao primeiro retorno antes de Algés é tentar passar gente e apanhar um pelotão que vá no ritmo desejado, arranjei uma lebre - um moço com cerca de 2 metros e ar de estrangeiro e tentei ir com ele o mais possível, cheguei ao Cais do Sodré nos 10K e comecei a ficar para trás, depois vem aquele piso tramado e tento encontrar ainda algumas reservas que conseguem durar até aos 15K, mas a partir daí senti que realmente o meu nível de esforço era o mesmo, mas as pernas já não respondiam, o sentimento era positivo mas sentia mesmo que o depósito estava na reserva e tentei usar o restinho para não estragar o que estava feito na primeira parte. Consegui fazer menos 2 minutos que o ano passado e ficar à beira de baixar das 1h36m. Cruzei a meta com a minha filha Maria que entrou na última curva, a Inês ficou a ver com a mãe.

Este ano vou atacar uma São Silvestre, neste caso a de Lisboa e vamos lá tentar gastar os estragos do Natal.

Aqui fica a minha análise (review) da Meia Maratona dos Descobrimentos:

Pontos Positivos:

  • WC (o pessoal estava ao engano a fazer fila nas duas existentes na meta, mas haviam muitas no local de patida)
  • percurso
  • muitos participantes
  • zona de chegada com muita fluidez
  • abastecimentos com gel e tudo
Pontos Negativos:
  • não tenho nada a salientar
O meu registo no Strava:

Abraços e boas corridas!

segunda-feira, novembro 11, 2019

Meia Maratona da Nazaré

Este domingo voltei às provas, voltei à Mãe de todas as meias maratonas em Portugal que estava numa edição com um número bonito - 45.
O tempo não prometia grande coisa e por isso fui sozinho, estacionei no parque habitual, fui tratar da logistica e rumo à partida, sempre com os seus rituais, agora já não se canta o hino mas faz-se a onda do McNamara... o número de participantes têm-se mantido nestes últimos anos, a organização têm tentado inovar e desde o ano passado introduziram uma nova variante em estafetas (duas partes de 10,5 km) em termos de participantes teve cerca de 600 finalizadores na meia e 200 na volta à Nazaré (10 K).
Não costumo ir para esta prova com grandes perspectivas, ou pelo clima ou pela carga nas pernas, e desta vez não foi excepção, olhei para uns planos antigos para fazer menos que 1h40m e fiquei com esses tempos na cabeça. Com a primeira voltinha e por volta dos 5km verifico que vou bem mais rápido do que devia, mas sentia-me bem e deixei-me ir com o vento pelas costas. Mesmo depois do retorno em Famalicão as sensações eram muito boas e estava sempre a passar pessoal e não me recordo de ter sido ultrapassado, pelos resultados, passei na partida no lugar 463 e terminei em 201 da geral, acabei com 1h37m50s, um dos melhores tempos que fiz na Nazaré e considerado o meu record à meia nos registos do Strava... 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • público
  • atmosfera mítica
  • o "cachené" no kit de participante
  • zona de chegada sem confusão
  • a brôa de mel
  • o prato
  • medalha
  • t-shirt no final
  • tempo liquido de prova com evolução na classificação
Pontos Negativos:
  • nada a registar

O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!