terça-feira, dezembro 19, 2017

Ericeira Trail Run - 20K


Não me considerando um pioneiro, tive o privilégio de participar em algumas primeiras edições lá para para os anos de 2009 e 2010 - Trilhos do Pastor, Trilhos de Conimbriga Sicó e Trilhos de Almourol - isto para além ter ter por hábito iniciar a época na prova Trilhos do Monsanto (prova já desaparecida). Nessa altura já exista a Freita e a Geira Romana, mas para se fazer mais que 100 km era preciso ir a Ronda em Espanha e a edição não era anual. Ouvia-se falar do UTMB e da Trans Canária, mas eram só uns loucos que lá iam... Agora a oferta de provas em trilho é tanta que é difícil escolher e estamos numa fase de selecção natural em que só os eventos mais fortes vão sobreviver.

Fazendo a passagem para a prova em que participei este fim de semana e pelo discurso do organizador, no briefing antes da partida, fiquei a saber que a empresa vai deixar a organização desta prova, e este ano foi de transição para os Amigos do Atletismo de Mafra, dando já os tais sinais de selecção natural, agora é esperar por 2018 para vermos se existirá nova edição.

Quanto à minha participação, foi muito boa e sempre com o espírito trail - desfrutar e não esforçar -. 
Começamos com uma partida lançada no Parque de Santa Marta, em que nos primeiros 500 m não se podia ultrapassar o organizador. 
De seguida foi passar pela Praia do Sul, atravessar a estrada e entrar num percurso agradável de trilho até à ponte junto à foz do Lizandro. Aí com grandes vistas subimos e descemos até à praia de S. Julião de onde subimos até ao primeiro abastecimento localizado após os 10km na localidade de Pobral. 
Depois tivemos cerca de 2,5km a descer por um caminho "tipo romano" feito de lages e que escorregavam bastante e exigiam alguma cautela, depois molhamos os pés até ao tornozelo e sentimos a água fresca na travessia do rio Lizandro. 

Seguir por estradões até ao abastecimento após o km 17 para nos prepararmos para uma parede de 300m de quase subir com as mãos no chão (eram 23% de pendente média) e quando esta acabou foi sempre a descer até à meta.

Cheguei ao fim com 2h23m e em 78º na classificação, senti-me sempre muito bem. Nos abastecimentos não perdi muito tempo, apenas usei o meu copo telescópico para beber um pouco de cola. Não gastei a totalidade do 1lt de água que levei nos dois soft flasks. Caminhei quando as subidas o pediam e levei o relógio a visualizar o cardio.

Aqui fica a minha análise (review) da Ericeira Trail Run - 20K:

Pontos Positivos:
  • percurso cénico
  • bem marcado
  • dois abastecimentos
  • apoio policial nas travessias de estradas
  • Saber a classificação logo na chegada
  • Medalha bonita
Pontos Negativos:
  • balneários muito deslocados do local da prova
  • não haver controlo do material obrigatório
  • resultados colocados no site apenas na 2ªfeira
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas,

terça-feira, dezembro 05, 2017

Meia Maratona dos Descobrimentos


Depois da chuva sem fim do ano passado, este ano fomos brindados pelo frio. Tudo isto faz parte da época, não são queixas nem desculpas são apenas constatações.
Tenho marcado presença em quase todas as edições desta prova, desde o fim da Maratona de Lisboa, nesta data a Xistarca optou por fazer uma promoção "musculada"  e tem tido resultados positivos em termos de participação e em termos organizativos.
Passei a semana anterior com poucos treinos, devido às maleitas da época, nada de especial mas que tem sempre impactos nas vias respiratórias. Por isso resolvi resguardar-me da exposição aos elementos e acabar por fazer um tapering forçado.
Fui para a prova sem objectivos concretos, teria sempre que sentir o corpo e partir daí optar por uma estratégia. Como tal, comecei nas calmas ali pela zona dos 5:00/km, fui-me sentindo bem e resolvi manter a média dos primeiros 5K nos 4:50/km, chegando mesmo a abrandar, o Carlos F. passa por mim e diz que eu já o apanho...Para os segundos 5K deixei-me ir até aos 4:45/km e nos seguintes, ainda com alguma brisa contra, ligeiramente abaixo das 4:40/km, os seis quilómetros finais seriam feitos no "máximo" que as forças permitissem e com a tal brisa pelas costas, consegui uma média de 4:28/km nessa ultima parte da prova e acabei por fazer menos 1m30s do que na Nazaré ficando com um tempo líquido de 1:38:05. Fiquei contente com a marca e com a disciplina que consegui impor para implementar a estratégia estabelecida, já durante a prova.
Deixo aqui esta imagem que mostra bem a "geometria perfeita" criada pela minha estratégia de prova:
Relativamente a planos futuros, tenho prevista a participação no Trail da Ericeira versão 20K e ainda não decidi se vou a alguma S. Silvestre. Tinha  marcada para o passado dia 26/11 a Corrida do Monge mas entretanto foi cancelada. Estou a mudar as corridas para outros terrenos e com objectivo de acumular mais distância vertical do que horizontal tudo isto já a pensar do +50K de Sicó em Fevereiro.

Aqui fica a minha análise (review) da Meia Maratona dos Descobrimentos:

Pontos Positivos:
  • público
  • guarda-roupa
  • WC
  • percurso
  • muitos participantes
  • zona de chegada com muita variedade
Pontos Negativos:
  • falta de separação entre as faixas em algumas zonas
  • não haver feira do corredor
O meu registo no Strava:

Abraço e boas corridas,

segunda-feira, novembro 13, 2017

Meia Maratona da Nazaré







Fonte: Sonya Alves
Regressei à Nazaré.
Depois da minha última participação em 2013, regressei este ano à mãe de todas as meias maratonas.
O carro fica sempre no mesmo parque, junto ao mercado, e praticamente no mesmo sitio. Depois é o atravessar da vila em busca do dorsal, este ano não notei grande confusão e o processo foi fluido, a organização fez a oferta de um "buff" com padrões nazarenos e só no final da prova procedeu à entrega da t-shirt e do respectivo prato.
As perspectivas para a minha participação eram fazer abaixo de 1h40m, para tal tinha preparado uma estratégia de veterano conhecedor da prova, começando os primeiros 10K com ritmos calmos e na segunda metade libertar mais as pernas com as força que ainda tivesse.
Esta prova tem vindo a perder participantes nos últimos anos, talvez pela localização, talvez pela oferta de provas do mesmo género, talvez por falta de agressividade publicitária, pelo que pude analisar este ano chegaram menos que 600 atletas à meta, e em tempos não muito longínquos já chegaram ao final perto 2000 atletas. Por ser no centro do país, nota-se que vêm participantes do norte e do sul, mas são os tradicionalistas, aqueles que fazem questão de picar o ponto nem que tenham feito a maratona do Porto na semana anterior. Também há aqueles que regressam, como um senhor que cerca dos 12K nos dizia que a última vez que tinha feito esta prova tinha sido há 32 anos, na altura fez cerca de 1h23 e não ficou nos 200 primeiros (agora vejam os resultados e em que lugar fica um tempo desses).

Voltando à minha prova... Estava a sentir-me muito bem e a ultrapassar sempre, só que o ritmo não subia pois a nortada estava a dar luta, quando já estou a menos de 500m da meta um pórtico insuflável cai e fica atravessado na estrada, eu tenho que passar pelas cordas para o passeio e depois regressar à recta da meta que cruzei com 1h39m34s, sem sofrimento e com a satisfação de atingir o objectivo proposto.

A seguir devo participar no regresso da corrida do Monge na serra de Sintra 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • público
  • atmosfera mítica
  • o "buff" no kit de participante
  • zona de chegada sem confusão
  • o bolo de mel
  • o prato
  • tempo liquido de prova com evolução na classificação


Pontos Negativos:

  • não vi WC
  • alguma falta de promoção leva à redução de participantes 

O meu registo no Strava:

segunda-feira, outubro 16, 2017

Maratona de Lisboa Rock & Roll


Na minha 14ª maratona não fui muito ecológico, usei  toda a água que pude para que o meu corpo estivesse escondido da elevada temperatura que se fez sentir durante o dia de ontem entre Cascais, Oeiras e Lisboa.

O treino para esta maratona foi bom, só à base de rodagens, alguns "tempo runs" e muitos longões com partes a ritmo de prova. As expectativas eram boas apesar do calor previsto transmitir algum receio.

O meu despertador tocou ainda antes das 5h00 para tomar o meu chá e uns últimos hidratos, equipado e com os sacos, deixo o carro na zona do Chiado e apanho o comboio no Cais do Sodré. Ia mesmo muita gente, 99% eram participantes e familiares e muita gente sentada no chão, a viagem ainda é longa e não dava para ver a bela vista pois ainda era de noite, chegamos a Cascais e fazemos a caminhada para o local de partida. A zona pareceu-me bem organizada, sem stresses e filas para entrega de saco de bagagem nem para o WC, pois tinham uma zona grande com urinóis.

Parti da zona vermelha que salvo erro era para tempos entre as 3h45 e as 3h30. Tinha a estratégia para a prova bem definida e passei alguns ritmos para o meu braço esquerdo, para me recordar e conter. Como é uma zona bem conhecida por mim poderia cair em entusiasmos e estragar tudo logo de início, portanto fui a travar durante os primeiros 20km, aumentado de ritmo ligeiramente a cada 5km. Uma coisa que fiz diferente nesta maratona, relativamente a Sevilha, foi a nutrição, tomei gels aos 10k, 20k e 30k o que, acho, deu bons resultados pois não senti o muro dos 30/32km e provavelmente até foi a "zona" onde segui a um ritmo mais rápido. Como disse no início, ter abastecimentos de água a cada 2,5km depois dos 10k foi muito positivo primeiro porque permitiu usar a água para arrefecer a temperatura corporal e também deu uma certa motivação pois era rápida a passagem entre cada posto de água e os quilómetros iam passando. A minha segunda meia-maratona foi cerca de 5 minutos mais rápida que a primeira, consegui vir quase sempre bem abaixo de 5min/km e sempre a passar pessoal. Cortei a meta com 3h34m42s (chip) o que foi super positivo pois estava a apontar para um tempo na casa das 3h35m, portanto foi um objectivo superado.

Hoje, segunda-feira, sinto-me bem, com as pernas relativamente frescas.
Fazendo um balanço final, foi uma prova que me correu optimamente, e também foi bem planeada. Fico contente de ver tantos participantes estrangeiros nesta bonita maratona com muito para progredir.

A seguir devo voltar à Nazaré e depois à meia dos Descobrimentos.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Novo percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito


Pontos Negativos:

  • A vergonhosa entrega de dorsais, em que muita gente refere que esperou 3 horas na fila. Algo nunca visto em todas as maratonas em que participei. Eu apanhei 50 metros de fila à hora de almoço na sexta-feira e já achei um mau prenúncio. 
  • Vi muita gente com dorsal da prova parada ao longo do percurso, a fazer tipo estafeta, até pessoas que tinha visto na linha de partida, só espero que não tenham recebido a medalha.

O meu registo no Strava:

Um filme a partir do GPS:

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, setembro 25, 2017

Corrida do Tejo


Pelos meus registos, esta foi a minha nona participação nesta clássica.
Este ano estou na fase final de treinos para a maratona de Lisboa e só participei porque me convenceram a ser “lebre” para um record pessoal. Assim, no sábado cumpri o meu longão e para a prova guardei as reservas suficientes para um ritmo entre os 5:10 e os 5:15/km que era o “valor” da encomenda ;)
A nossa prova foi certinha, gostei muito do sistema de vagas, partimos na segunda leva e cerca de 1km depois já estávamos com o ritmo pretendido sem ter muito para ultrapassar. A partir do segundo abastecimento o meu “rebocado” tentou afrouxar mas eu não deixei e conseguimentos ter energias para estar sempre a ultrapassar, eu ainda cumprimentei o companheiro João Lima já cerca do km 9 e em plena subida. Conseguimos cruzar a meta no objectivo principal, que era o minuto 52.
É muito gratificante ajudar alguém a atingir o seu objectivo e a ficar com um grande sorriso nos lábios, como foi o caso do meu amigo Tony.


Aqui fica a minha análise (review) da prova: 

Pontos Positivos:
- Uma clássica
- Muitos participantes
- O sistema de vagas
- Percurso
- Tempo liquido de prova

Pontos Negativos:
- Alguma falta de controlo quanto aos penetras
- Falta de saco no final da prova
- Medalha de plástico

O registo no strava:
Abraços e boas corridas,

segunda-feira, setembro 11, 2017

Meia Maratona de S. João da Lampas


A minha primeira vez foi logo no meu primeiro ano de corrida, em 2004...
Este ano apareceu-me numa altura em que estou a entrar na fase final do treino para a maratona de Lisboa a 15 de Outubro. Em anos passados, ou tenho estado fora, ou ainda estou numa fase muito inicial do meu ano desportivo.
Esta foi a sexta vez que marquei presença nesta mítica clássica que já conta com 41 edições.
A minha prova correu como se espera de um "veterano", sem grandes entusiasmos nas descidas, pois pode levar a algum desgaste que seja necessário nas muitas subidas. Mesmo assim e olhando para a 1h43m14s acabei por fazer o meu melhor tempo nesta prova, mesmo indo com o espírito de treino longo mais rápido.




A participação nesta prova é sempre muito agradável, quer pelo carinho da organização, quer pelo apoio popular nas diversas localidades, quer pelo espírito desportivo de todos os atletas.
Aqui fica a minha análise (review) da prova: 

Pontos Positivos:
- Uma clássica
- A festa
- O apoio popular
- WC e duches
- Parqueamento
- Percurso
- Tempo liquido de prova

Pontos Negativos:
- Nada a apontar

Deixo aqui os links para os locais de onde tirei as fotos que aqui publico, e aproveito para deixar aqui um agradecimento ao grande trabalho prestado:

O meu registo no Strava:

O video do ReLive:

Abraços e boas corridas,

quarta-feira, agosto 02, 2017

provas acumuladas - um mundo novo

Quando comecei na corrida em 2004, já havia muitas provas e com muita participação, existiam as minis e caminhadas. Maratonas, tínhamos duas em Lisboa, uma em Dezembro e outra na primavera, normalmente em Abril. Trilhos não tínhamos e ultras também não.
Não havia facebook mas as nossas redes socias eram os forums do mundodacorrida.com e do atletas.net e o pessoal protestava com as coisas que não concordava e combinavam-se loucuras kilométricas e divulgavam-se as coisas que eu no paragrafo anterior disse que não tínhamos...
Lembro-me do pessoal se revoltar porque no mesmo fim de semana da Meia Maratona de S. João das Lampas tinham marcado o GP de Queluz e gerou-se uma grande discussão lá nos tópicos. E de quando apareceu a Maratona Carlos Lopes que veio retirar a vez à Maratona de Lisboa (do Luis Sousa) da qual toda a gente dizia maravilhas.

Agora, em 2017, tenho andado com um olhar mais atento para o fenómeno ultra trail, e vislumbro,  separadas por apenas um distrito, duas provas de 100km no mesmo dia (20 de Maio - Estrela Grande Trail e Ultra Trail da Serra de S. Mamede) e se olharmos para o calendário ainda encontramos coisas mais curiosas (2 de Julho - LX trail Monsanto + Hard trail Montejunto + Sintra trail extreme - só na zona de Lisboa provas com cerca de 30K).
A Serra da Estrela está para o trail como o Terreiro do Paço ou a Praça do Império está para as corridas de estrada em Lisboa, há quase uma dezena de provas na serra mais alta do nosso País. Mas temos outras serras que também já estão muito saturadas de competições.

Devo salientar que nas Maratonas de 2004 os participantes rondavam as 5 centenas e que agora mesmo com o acumular de ultras, estas não têm falta de participantes e,  até pelo contrário, esgotam as suas inscrições rapidamente e as maratonas de estrada já ultrapassam facilmente o milhar de portugueses a finalizar a prova.

Não estou a criticar, estou apenas a constatar uma "bolha" que espero se torne mais racional e que não "rebente" de forma irremediável.

Constatei também que temos em Portugal uma prova de impacto planetário em termos de ultra trail que é a MIUT na Madeira, faz parte do Circuito Mundial e já tem o prestigio suficiente para ter os melhores atletas internacionais a quererem participar, e a cobertura dos principais meios de comunicação a nível global.

O pior disto tudo é que eu ando com ideias tristes... ;)


Abraços e boas corridas,