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terça-feira, outubro 10, 2023

Maratona de Lisboa

Este domingo fiz a minha 25ª maratona (para esta contabilidade entram também as ultras), fiz um tempo sonhado e realista, mas inesperado.

Realista porque foram 14 semanas de treino com 1000 km, compostas de muita subida à serra de Sintra, de repetições de rampas, alguns intervalos ritmados, algumas semanas acima dos 90 km.

Sonhado porque desde a Maratona de Londres em 13 de Abril de 2008 (nem o Strava existia), que não fazia um tempo abaixo das 3h30m. Tive uma fase depois dessa maratona em que os objectivos eram cumprir a distância sem stresses e dores e por coincidência, para esta prova lembrei-me de usar a camisola dos “Marathon Maniacs” - para se conseguir ser membro “bronze” e obter aquela camisola era necessário ter 2 maratonas em 3 semanas e 3 maratonas em 3 meses e eu cumpri os critérios com a Maratona de Sevilha em Fevereiro, Maratona de Madrid em Abril e a Gold Marathon “Carlos Lopes” Lisboa em Maio tudo em 2009 - isso na tal fase que referi acima.

Inesperado porque as condições não iam ser as ideais, calor, uma alteração de horário de partida na véspera (passou das 8h00 para as 7h00) a reduzir as horas de sono, o factor do ano passado em que a parte mental deu o estouro.

Despertador às 3h30, não moro muito longe de Lisboa, mas gosto de ter tempo para esticar as pernas e fazer os meus rituais, às 4h30 lá fui de carro para o meu local de estacionamento habitual, perto da chegada e perto do Cais do Sodré. Apanhar o comboio que ia bem cheio chegar ao local da partida, dar os toques de “maquilhagem” final, entregar a mochila e ir para o local de partida.  

Os primeiros 5K são sempre feitos em modo de aquecimento, sem baixar das 5:15/km, ainda fui um pouco à conversa com o grande Fernando Andrade que já vai das 70 e tais maratonas. Depois dos 5K começo à procura do ritmo que queria, ali por volta das 4:50/km, é uma parte que até tem umas descidas na baía de Cascais e algum apoio dos espectadores. Em termos de gestão do calor, a estratégia é simples, despejar quase a garrafa inteira na cabeça, e às vezes duas garrafas. Em termos de reforço calórico, desta vez experimentei umas barras tipo goma da Gold Nutrition, aos 10K, 20K e 30K e levei também uma cápsula de electrólitos que tomei aos 25K.

Antes da meia-maratona já tinha passado a lebre das 3h30m (ainda pensei ficar ali abrigado no comboio), como me sentia bem segui ao meu ritmo, se mais tarde eles me passassem, tentaria ficar com eles.

Consegui manter o meu ritmo até cerca dos 32K, depois baixou um pouco, mas mesmo por fadiga natural, nada de dores ou pensamentos negativos, mesmo assim dentro dos 5:05/km, quando viro para o arco da Rua Augusta e vejo que vou conseguir, fiquei super satisfeito por conseguir um tempo destes aos 54 anos.

Tenho que deixar aqui uma nota para a arma secreta que foram os ténis Saucony Endorphin Pro 3, pela primeira vez uma prova com placa de carbono e realmente fazem bastante diferença, facilitando muito a cadência elevada. Mas há de aparecer por aqui alguma coisa só sobre eles.

Fica aqui a minha prova no Strava:

Abraços e boas corridas!



quarta-feira, outubro 12, 2022

Maratona de Lisboa


No passado dia 9 de Outubro completei a minha 24ª maratona. Foi na Maratona de Lisboa, as sensações na parte final não foram as melhores, mas o importante é que está terminada e está "colocada mais uma estrela no cinto".

O treino foi iniciado em meados de Julho e o objectivo era fazer algo mais rápido, talvez a pontar para abaixo das 3h30m, lá fui cumprindo o meu plano, mas havia algo que nas sessões mais exigentes em termos de ritmo, não estava a chegar. O corpo estava a mais lento, não sei se por causa do covid (foi no inicio de junho), se por outra causa qualquer, mas todos os sinais indicavam para mais lentidão. Em vez de ajustar logo, fui sempre acreditando que mais perto da data a adrenalina iria ajudar, mesmo assim, apontei para 3h40m.

No dia da prova, deixei o carro no local do costume e fui apanhar o comboio das 6:30h, ia bem cheio. Chegado lá, verifiquei que me tinha esquecido dos adesivos para os mamilos, tive que improvisar e usar vaselina (até correu bem), meia hora antes, tomei um shot de cafeina (decisão tomada de véspera) e por engano carrego no star 4 minutos antes da partida e em vez de apagar, faço "pause" e na passagem do pórtico tiro da pausa - resultado: o gps foi sempre a dar aqueles cerca de 300m e somou os 4 minutos ao tempo final.
Fui sempre certinho até aos 35 km e (como se pode ver na imagem abaixo) de repente a minha cabeça diz "estou farto! vou mas é andar!" e fiz cerca de 1 km a caminhar até um abastecimento  e a partir daí comecei a trote até ao final, gradualmente subindo o ritmo.
Olhei para o relógio, tinha 3h56m, achei estranho mas se calhar tinha caminhado mais tempo... mas pronto depois lá vi que deu 3h52m, mas o que interessa é cruzar a meta. 
Depois de ir buscar o saco da roupa, fiquei a trocar-me ao sol e senti-me mesmo mal, a cabeça a andar à roda e mesmo mal disposto, nem vontade de beber nem de comer e caminhar muito a custo, quando cheguei ao carro já estava melhor. Em casa, nem comi nada, só dormi uma sesta de 2 horas e já estava um homem novo.
Agora, vamos voltar à preparação para as clássicas de Almeirim e Nazaré com todo o entusiasmo

Vejam aqui o resumo no strava:

Abraços e boas corridas

 

terça-feira, abril 19, 2022

12 horas nas 24h a correr de Mem Martins

As minhas primeiras 12 horas do domingo dia 10 de Abril, foram passadas a correr. Com partida às 00h00 e final ao meio-dia. Realizou-se no parque da bacia de retenção do Algueirão, como tem sido hábito, dado que esta já foi a 3ª edição.

Tal como referi no meu último post, esta prova foi o meu principal focos desde o início de 2022, fui aumentando a quilometragem e tive umas 3 semanas com cerca de 100 km, o longão maior foi cerca de 35 km. Como qualidade, fiz uns "tempo runs" de 4 X 10 min e outros de 2 X 5 Km e os restantes treinos eram de cerca de 12 km.

Como nutrição, a minha estratégia para 2020 ainda estava no prazo por isso mantive a estratégia de cerca de 200 cal. por hora com maltodextrina sem sabor diluída em água, e acredito que resultou, para uma prova em circuito e de longa duração, o ter que fazer "pit stops" regulares no WC não fará grande mossa.

A organização, 5 estrelas como sempre, nada a apontar, o circuito este ano estava muito melhor com mais alcatrão e com menos corta-mato (apenas cerca de 20 metros por volta), cada passagem eram cerca de 1700 metros, desagradável e com cuidados acrescidos é sempre a passagem pelo passadiço de madeira.

A minha prova correu bem, consegui manter um ritmo constante para fazer cerca de 10 km / hora, é claro que com o desgaste e as paragens, este ritmo foi a diminuir. Mas sinto que as primeiras 6 horas tive bastante bem, apesar de logo na primeira hora ficar com algum desconforto num músculo femoral da perna direita, nada que tenha sentido em algum treino. Em cima da hora, e após olhar bem para o percurso quando fui buscar o dorsal, já com as 24 horas a decorrer, optei por usar os Asics Glideride, o que penso que foi uma óptima opção, pois deram-me muito mais conforto durante toda a prova. Nas últimas duas horas, confesso que estava algo farto, e já não tinha grande motivação para correr, mas esforcei-me sempre por pelo menos continuar a caminhar, tive sempre a sensação que se arrefecesse, as pernas iriam bloquear e depois é que não dava mais. 

No final, no meu relógio deu um pouco acima dos 93 km (eu tinha o objectivo secreto dos 100) e a classificação oficial deu cerca de 89 km.

Acabei em 4º da geral e em 2º do meu escalão de 50+. Deixo aqui o registo da prova no strava:

As fotos que coloco aqui estão com o autor identificado, aos quais agradeço.

Ainda tenho as pernas algo amassadas, mas já estou em preparação para a meia da ponte 25 de Abril em 8 de Maio.

Abraços e boas corridas,



 

quarta-feira, outubro 20, 2021

Maratona de Lisboa

No passado domingo, dia 17, completei a minha 22ª maratona ou ultra, se formos restritos à distância da maratona, são já 18.

Comecei a treinar em meados de Agosto, fazendo apenas 8 semanas até à prova, sendo que até esse início não estava parado. Tive duas provas de 10K que relatei por aqui, a prova da FPA e o Memorial Francisco Lázaro, deram sinais para ser realista como tempo a fazer na prova alvo, bem como os treinos de velocidade que mostravam que a máquina estava num modo mais conservador. Fiz dois longões de 32 km e apostei numa quilometragem semanal, bastante elevada, a rondar os 90 km com as semanas das tais provas para reduzir um pouco. Na semana do 5 de Outubro fiz dois treinos de 21 km, com a parte final a ritmo de maratona e estava feito o treino. Na semana de "tapering" foi só rolar três vezes 30 minutos e já estávamos de regresso à prova rainha.

Fui buscar o dorsal logo na 5ª feira à hora de almoço, não sei se chegou a haver expositores, mas quando eu lá estive, só tinha os balcões para entregar os dorsais e as t-shirts, da maratona e da meia.

No domingo, o despertador toca às 4:30 (!!!???) para ir passear o canito e fazer uma digestão em movimento do ligeiro pequeno-almoço, depois por volta das 5:00 arrancar para Lisboa e deixar o carro no sítio do costume, em frente ao teatro S. Luís no Chiado, descer a Rua do Alecrim e apanhar o comboio das 6:00 para Cascais. Já ia bastante cheio de corredores, ouviam-se sotaques americanos, alemães, franceses, ingleses, espanhóis, português do Brasil e claro os de Portugal, a Rua "direita" de Cascais estava repleta de gente.  No local de partida ainda se davam os últimos toques na logística e faziam-se os últimos testes de som.

Quando dava os meus últimos toques na "maquilhagem", vem um simpático maratonista ter comigo e pergunta se eu sou o Nuno Cabeça, que mesmo com a máscara reconheceu-me e é seguidor do blog há muito tempo - vim depois a pesquisar ser o amigo João Ricardo, que por vezes aqui comenta e disse-me para postar mais vezes... falámos sobre o tempo alvo e desejámos boas provas.

Depois segui para o bloco de sub 4horas, aguardamos um pouco e é dada a partida. Objectivo dos primeiros 5K, ir bastante lento e não entrar em entusiasmos, até deixei o "balão" das 4h ganhar muito avanço, o Álvaro Pinto passa por mim e dá-me força, e eu digo que os motores ainda estão a aquecer. O dia estava perfeito para correr a maratona neste percurso, tempo encoberto, mesmo nevoeiro com alguma chuva miudinha, e sem vento, até na zona do Guincho famosa por ele. Após passar os 5K começo a  aumentar mais o ritmo, passo o tal "balão", passo o Tigre, o Álvaro, depois dos 10K, tomo o meu primeiro gel, e lá vamos pela marginal, cerca dos 17 km em S. Pedro do Estoril estava o Bento, de bicicleta e a tentar furar os bloqueios e ainda demos uns dedos de conversa e ele bastante apoio, passámos a meia-maratona, eu tomei o meu segundo gel e o Bento ficou logo a seguir a Carcavelos. Eu vou a seguir a minha margem de ritmos, passamos no passeio marítimo entre Caxias e a Cruz Quebrada e após a passagem no túnel debaixo do caminho de ferro, sentiu-se a primeira zona de verdadeiro apoio, com muita gente a gritar e a aplaudir. Eu durante toda a prova fui a tentar agradecer todo o apoio que nos era dado, e muitas caras  iam-se a repetir ao longo do percurso. Após tomar o meu último gel e passar a marca dos 32 km, tenho "ordens" para "soltar os cavalos" e ver o que dá... começo a passar pessoal que bateu em muros, que levou com a marreta do homem. Durante a prova vi muitos estrangeiros de muitas nacionalidades, tal como verifiquei no comboio, mas acho que havia um grande contingente da Dinamarca. Na Av. 24 de Julho ainda passei pelo amigo João Ricardo, pedi desculpa por não o acompanhar para tinha que manter as "rotações" no mesmo nível, as pernas é claro que já sentiam os quilómetros,  mas como podem ver na imagem abaixo, foi uma prova em crescendo, o que numa maratona é sempre saboroso. Após o "pavet" da Av. Ribeira das Naus, e já na Praça do Comércio, sente-se o apoio do muito público e após passar pelo Arco da Rua Augusta alcançamos o Triunfo de mais uma maratona concluída, sempre a aumentar o ritmo e com boas sensações.


Depois foi recuperar, almoçar e dormir uma boa sesta, e ficar a pensar quando vai ser a próxima.

Aqui fica o registo do Strava.

Abraços e boas Corridas!


segunda-feira, maio 06, 2019

Eco Maratona de Lisboa


Completei ontem mais uma maratona para a minha colecção!
Este ano resolvi tratar a prova com o seu nome em português. Tal como referi no ultimo post, já não me lembrava que me tinha inscrito nesta prova, em Janeiro, quando planeei o ano não contava fazer 42 km no fim de semana seguinte às seis horas a correr, nem foi uma prova que tenha gostado tanto, que tivesse que voltar no ano seguinte.
A estratégia era dar tudo o que tivesse para dar e caminhar apenas quando já não desse mais, fui sempre bem de inicio e puxei bem nas descidas para compensar a lentidão das subidas. À meia maratona estava com 2h07m o que era um bom sinal, mas o calor e os km da semana passada deram cabo das pernas por volta dos 30 km, a própria cabeça também não ajudava e o único objectivo que mantive foi tentar fazer melhor tempo que o ano passado.
Consegui, a muito custo, chegar com menos 7 minutos que no ano passado, fiz 4h35m. Em termos de classificação melhorei apenas um lugar, fiquei em 60º este ano em 120 chegados e fiquei em 11º no meu escalão (ainda de M45).
Apenas uma nota relativamente à denominação “ECO” desta maratona, deviam deixar de usar garrafas, poderiam oferecer um copo “soft” a cada inscrito e apenas ter garrafões nos abastecimentos, não sei se terão algum vassoura para limpar o lixo, mas o pessoal acaba sempre por deixar a garrafinha no caminho.
Aqui fica a minha análise (review) da Eco Maratona de Lisboa:

Pontos Positivos:
  • horário de partida
  • local e percurso da prova
  • abastecimentos e marcações
  • zona de chegada com bastante oferta e conforto
  • bengaleiro
Pontos Negativos:
  • poucos participantes na maratona (120 chegados)
  • t-shirt igual para todas as provas
  • medalha igual para todas as provas (?)

O meu registo no Strava:
Boas corridas!

segunda-feira, outubro 15, 2018

Maratona de Lisboa

Voltei para fazer a minha 16ª maratona. Quando me inscrevi, numa promoção ainda em 2017, a prova ainda tinha R’n’R no nome, mas depois passou a ser só EDP.

Durante a noite de sexta-feira começo a ver alertas que o furacão Leslie iria “aterrar” em Portugal continental na zona de Lisboa, fiquei admirado por não haver avisos, mas com o avançar das horas a Protecção Civil acabou por lançar o alerta vermelho e durante o dia de sábado as partidas acabaram por ser adiantadas uma hora, no caso da prova principal, era para ser às 8:00 – passou para as 9:00. Desde que a prova não fosse cancelada, eu estaria sempre presente. O novo horário até foi bom para os que não gostam de se levantar demasiado cedo. A temperatura esteve bastante amena, existia algum vento, mas tendo como referência o Guincho, já passei por bem pior por lá… Mais de 3000 participantes numa maratona é sempre um sinal positivo, os avisos de mau tempo, a alteração no nome e a má experiência de 2017, podem ter tirado mais de 1000 participantes para este ano (não sei quantos estavam inscritos), mas acho que é uma prova que só tem motivos para crescer e se implementar no calendário internacional.

Quanto à minha prova, depois dos exageros da semana passada, não estava com grandes ambições, tracei uma estratégia conservadora para 3h40m e parti a travar nos primeiros 5K a tentar fazer mais lento que 5:20/km. Tinha combinado com o Carlos que a partir dos 10 /11km ele iniciaria mais um longão de preparação para Valencia até ao Cais do Sodré (km 41), assim foi, estivemos a pôr a conversa em dia e nem dei pelos Km a passar, fomos sempre abaixo de 5:10/km e cerca do km 27 o Carlos diz-me para seguir, e eu como até me estava a sentir bem fiz uns cerca de 9 km abaixo de 5:00Km, a subida do alto da boa viagem quebra sempre um pouco mas ia a sentir-me muito bem e os km a passarem rápido. Fiz como nutrição um gel GU a cada hora e por volta da 1:30 de prova tomei uma cápsula de sais, fui sempre bebendo apenas um gole ou dois de água a cada 2,5 km e usando o resto para arrefecimento.

Acabei por fazer um tempo idêntico ao ano passado - 3h35m29s (em 2017 fiz ligeiramente abaixo do minuto 35) e a poucos metros da meta eu e outro companheiro de corrida ainda ajudámos uma senhora que desfaleceu a menos de 10 metros da meta – passou a meta em ombros e foi entregue aos socorristas (espero que tenha ficado tudo bem com a senhora dorsal 378). 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Rápida adaptação ao “plano B”
  • A entrega de dorsais correu muito bem e a expo estava com bastante oferta
  • Percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito

Pontos Negativos:
  • Não tenho nada a apontar
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!

segunda-feira, maio 07, 2018

Lisbon Eco Marathon




Completei ontem a minha 15ª Maratona!
O local escolhido foi o chamado "pulmão" da cidade de Lisboa - parque de Monsanto, a prova tem nome em inglês  - "Lisbon Eco Marathon" mas é apenas uma maratona de montanha com poucos participantes, apesar de, aparentemente, ser feita bastante promoção, os preços de inscrição também não ajudam a que haja mais participação.
Fui com "espírito trail" a poupar energia nas subidas e sem ligar a ritmos por km, olhando para os tempos de passagem oficiais verifico que andei sempre constante no mesmo pelotão entre o 60º e 70º classificado. Também por não ser conhecedor do terreno, e analisando agora, talvez me tenha poupado demasiado em algumas subidas das quais não tinha a certeza da extensão. Fui encontrando os postos de abastecimento previstos e com pessoal bastante atencioso, no quente dia que esteve, fizeram o seu papel, as marcações estavam bem feitas, não senti desconforto por passar algumas vezes no mesmo local. No último km ainda fui à conversa com um companheiro que estava a preparar sua quinta participação na mítica Comrades na África do Sul (que inveja) e acabámos por passar a meta em conjunto.
A distância, como podem ver no meu strava, parece ter sido de menos, mas também já vi registos na mesma plataforma com a distância correcta, pode ter sido falha no meu aparelho.
Próximas provas? para já não me quero comprometer aqui com nada (tinha dito que ia ao 1º de Maio, mas optei por me poupara para esta), se as fizer venho cá colocar o post da praxe ;).
Aqui fica a minha análise (review) da "Lisbon Eco Marathon":

Pontos Positivos:
  • horário de partida
  • local e percurso da prova
  • abastecimentos e marcações
  • zona de chegada com bastante oferta e conforto
  • alguns apoiantes franceses que iam dando moral;)
  • bengaleiro
Pontos Negativos:
  • poucos participantes na maratona (fiz 3 km a meio da prova sem ver ninguém nem atrás nem à frente)
  • t-shirt igual para todas as provas
  • medalha igual para todas as provas (?)
O meu registo no Strava:

O video do ReLive do Strava:
Abraços e boas corridas!

segunda-feira, outubro 16, 2017

Maratona de Lisboa Rock & Roll


Na minha 14ª maratona não fui muito ecológico, usei  toda a água que pude para que o meu corpo estivesse escondido da elevada temperatura que se fez sentir durante o dia de ontem entre Cascais, Oeiras e Lisboa.

O treino para esta maratona foi bom, só à base de rodagens, alguns "tempo runs" e muitos longões com partes a ritmo de prova. As expectativas eram boas apesar do calor previsto transmitir algum receio.

O meu despertador tocou ainda antes das 5h00 para tomar o meu chá e uns últimos hidratos, equipado e com os sacos, deixo o carro na zona do Chiado e apanho o comboio no Cais do Sodré. Ia mesmo muita gente, 99% eram participantes e familiares e muita gente sentada no chão, a viagem ainda é longa e não dava para ver a bela vista pois ainda era de noite, chegamos a Cascais e fazemos a caminhada para o local de partida. A zona pareceu-me bem organizada, sem stresses e filas para entrega de saco de bagagem nem para o WC, pois tinham uma zona grande com urinóis.

Parti da zona vermelha que salvo erro era para tempos entre as 3h45 e as 3h30. Tinha a estratégia para a prova bem definida e passei alguns ritmos para o meu braço esquerdo, para me recordar e conter. Como é uma zona bem conhecida por mim poderia cair em entusiasmos e estragar tudo logo de início, portanto fui a travar durante os primeiros 20km, aumentado de ritmo ligeiramente a cada 5km. Uma coisa que fiz diferente nesta maratona, relativamente a Sevilha, foi a nutrição, tomei gels aos 10k, 20k e 30k o que, acho, deu bons resultados pois não senti o muro dos 30/32km e provavelmente até foi a "zona" onde segui a um ritmo mais rápido. Como disse no início, ter abastecimentos de água a cada 2,5km depois dos 10k foi muito positivo primeiro porque permitiu usar a água para arrefecer a temperatura corporal e também deu uma certa motivação pois era rápida a passagem entre cada posto de água e os quilómetros iam passando. A minha segunda meia-maratona foi cerca de 5 minutos mais rápida que a primeira, consegui vir quase sempre bem abaixo de 5min/km e sempre a passar pessoal. Cortei a meta com 3h34m42s (chip) o que foi super positivo pois estava a apontar para um tempo na casa das 3h35m, portanto foi um objectivo superado.

Hoje, segunda-feira, sinto-me bem, com as pernas relativamente frescas.
Fazendo um balanço final, foi uma prova que me correu optimamente, e também foi bem planeada. Fico contente de ver tantos participantes estrangeiros nesta bonita maratona com muito para progredir.

A seguir devo voltar à Nazaré e depois à meia dos Descobrimentos.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Novo percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito


Pontos Negativos:

  • A vergonhosa entrega de dorsais, em que muita gente refere que esperou 3 horas na fila. Algo nunca visto em todas as maratonas em que participei. Eu apanhei 50 metros de fila à hora de almoço na sexta-feira e já achei um mau prenúncio. 
  • Vi muita gente com dorsal da prova parada ao longo do percurso, a fazer tipo estafeta, até pessoas que tinha visto na linha de partida, só espero que não tenham recebido a medalha.

O meu registo no Strava:

Um filme a partir do GPS:

Abraços e boas corridas,

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Maratona de Sevilha - a minha XIII


Fiz no passado Domingo a minha 13ª maratona. No facebook andei a escrever que a última tinha sido há 6 anos, mas é mentira a última foi a Maratona de Lisboa em 6 de Dezembro de 2009, ou seja, 7 anos e dois meses... 
Foi em Outubro após uma razoável corrida do Montepio que decidi ir ao site da Maratona de Sevilha, falei com a família e o "decreto" foi aprovado. Depois foi planear os treinos e começar a meter km na pernas, um dos marcos mais importantes foi o treino nocturno de S. João das Lampas em 18 de Novembro que me deu sinais muito positivos, depois a Meia dos Descobrimentos com regresso à 1h45m também vão mantendo a confiança juntamente com os longos que foram sempre feitos com boas indicações em termos físicos.
O que me levou a tomar esta iniciativa? Em 2016, desde a desistência na Meia de Lisboa em Março nunca mais corri até Julho, desde esse mês até Sevilha, perdi cerca de 15kg. Para além de correr, a modificação que fiz em termos alimentares foi cortar nos hidratos de carbono (massas, arroz, batata, açúcar, cerveja, etc). Há quem diga que este tipo de dieta não é compatível com a corrida mas eu fiz todos os meus treinos longos em jejum e só com água durante o treino e na manhã da maratona tomei um chá para limpar os intestinos e comi frutos secos, durante a prova só tomei água e correu tudo bem.
A prova em si correu como tinha planeado, apontei para um tempo abaixo das 3h50m e segui o plano - primeiros 5k são cumpridos de uma forma muito conservadora sem preocupações de ultrapassar ninguém e apenas olhando para o relógio para confirmar que não se está a a ir rápido demais, depois dos 6 aos 32km   segue-se um ritmo mais rápido do que a média dos tempo que se pensa fazer e nos últimos 10k é o que o corpo conseguir dar... No meu caso fui sempre bem e até com a sensação de estar a travar até cerca dos 25k, a partir daí já senti que estava a forçar um pouco para manter o ritmo, mas a partir do km 30 começa a parte com maior assistência (mesmo tipo tipo "tour de france") e os "dá cá mais 5" às crianças dão para aumentar a energia e motivação mas ali depois do km35 o ritmo começou a baixar e até aos 39km mas depois de receber o apoio das minhas mulheres que ali  aguardavam há tanto tempo, ganhei novas forças e entrei no estádio oliímpico com um sorriso nos lábios e a sprintrar (é uma força de expressão) tanto que na foto a cruzar a meta até estou com os dois pés no ar.

Ontem fiz a dura viagem de regresso depois de um passeio pela cidade. Resolvi marcar para hoje uma massagem de recuperação no "Sport Performance Center" no Algueirão e fiquei como novo.

O resumo da prova no strava:

 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:
Pontos Positivos:
- Perfil plano da prova
- Balões para tempo
- Muita assistência em toda a prova a apoiar
- Tempo de prova liquido
- Abastecimentos a cada 2,5 km
- Meta num estádio olímpico
Pontos Negativos:
-  Muito tempo até chegar aos primeiros líquidos depois da meta
-  Abastecimento em copos

Agora é para continuar a fazer umas provas e no segundo semestre,  em princípio, farei outra maratona.


Abraços e boas corridas, 

segunda-feira, dezembro 07, 2009

uma dúzia


Ontem com a Maratona de Lisboa fiz a minha 12ª maratona e a 5ª do ano, entretanto já actualizei os meus dados nos Marathon Maniacs.
Tentei abordar a prova de ontem estrategicamente, ou seja, ir a um ritmo ligeiramente mais rápido do que o costume, para ter créditos na subida final de 4km. E na verdade a coisa correu bem, tal como o esperado. Mesmo assim a parte inicial era bastante acidentada com sobe e desce constante, só a partir dos 18 km é que começou a descer e aí aproveitei a força da gravidade para chegar com o mesmo esforço a um ritmo de 4:50/km, na marginal, apesar de plana o vento estava muito forte e contra até ao retorno. Aí encontrei o Carlos (as duas fotos abaixo) que andava a dar o seu apoio e a tirar uma fotos e o grande tartaruga, que andava de bicicleta e teve a paciência para me acompanhar até 400 m da meta, nunca se cansou de me apoiar e dar a força que bem precisei, naquelas subidas dos últimos 4 km se não fosse este apoio tinha passado a caminhar e provavelmente não conseguiria voltar a correr, assim consegui seguir lento mas sempre em suposta corrida.


Já depois do Km 41 vislumbro o grande Fernando Andrade, acabámos por seguir lado a lado até à meta que no meu cronometro deu 3:45:45 perfeitamente dentro do previsto, e dentro dos registos que tenho feito desde que tenho apostado na quantidade.
Apenas uma nota final para a organização, aquela partida com uma volta completa à pista não faz nenhum sentido, não fazia mal nenhum colocar o retorno 200 metros mais à frente ou então partir à vontade da avenida.
Mais uma vez um grande agradecimento ao tartaruga e também ao Carlos pelo apoio.
Abraços e boas corridas,

domingo, novembro 08, 2009

objectivo francesinha

 
Temos que ter um objectivo, e o meu pensamento durante a Maratona do Porto era a francesinha especial que iria comer depois de acabar.
Fiquei no mesmo hotel do ano passado, fiz por ir cedo levantar o kit e usar a pasta party como almoço, depois foi ficar na horizontal até à hora de jantar para mais um carregamento de massa.
Hoje lá estava à partida para a 4ª maratona do ano, o ritmo era para 3:45 e no fim contava com 3:47 sem acontecer nada de especial, apenas sentia as pernas pesadas desde o início e a redução de ritmo nos últimos 8 km foi muito abrupta (zona do empedrado e do muro claro).
À partida fui saudado pelo tigre, durante a prova pelo companheiro de treino na semana passada no guincho, eu dei uma força ao "pára que não pára" Joaquim Adelino 
A prova está boa e recomenda-se, cada vez com mais participantes, e com o investimento este ano num sistema de refrigeração à base de borrifos durante quase todo o percurso ;)
... e pra semana vou à mãe.
Abraços e boas corridas.

segunda-feira, maio 11, 2009

Maratona Carlos Lopes


 foto Carlos F.
Foi a primeira vez que participei nesta prova que todos os anos tem tido grandes polémicas.
Estava combinado com o Tartaruga que nos encontraríamos no parque das nações por volta das 7:00, depois lá partimos para o Casino do Estoril e ficámos muito surpreendidos com tanto lugar existente, alguns eram os ciclistas e poucos eram os corredores. Chegada a hora, e depois de cumprimentar o Fernando Andrade e o José Capela, lá partimos, estado bem perto da linha de partida.
A missão era ser pacer (lebre em português), a equipa era composta por mim, Tartaruga e o amigo Gonçalo (que tinha decidido há 3 semanas fazer a sua segunda maratona depois de Dezembro de 2005). Ficou provado que para lebre não sirvo, chegados os 25 km senti que não conseguia, nem em termos de ritmo nem em termos psicologicos e achei que era melhor seguir, senão ainda seria pior e perto dos 30km, lá fui ao ritmo que podia, não sem antes me ter irritado com a impávida reacção dos transeuntes que ignoram completamente que estão ali umas pessoas a correr 42,195 km, ainda muito trabalho há a fazer para que o futebol de sofá deixe de ser o deporto rei (e aqui a culpa vai inteiramente para os 3 diários futebolisticos).
O Carlos F. durante todo o percurso e o Luis N. mais perto do Parque das Nações foram fazendo a reportagem fotográfica e dando o seu apoio, a quem aqui agradeço.
Chegado aos 38 km reparo que tenho 4 km de calçada para fazer, e lá fui a massacrar os joelhos e gémeos até cortar a meta pelas 3h53m (estava lá uma Senhora que disse que eu escusava de fingir, pois notava-se bem que não estava cansado, essa Senhora chama-se Rosa Mota).

Estava lá o Pedro A. a assistir aos malucos que andavam para ali a correr, depois lá estivemos à espera do Tartaruga e do Gonçalo e depois tivemos o privilégio de tirar fotografias com dois campeões olímpicos da maratona.

 
fotos Luis N e Carlos F
Pronto e agora já sou um Marathon Maniac... com 10.
Abraço e boas corridas.

segunda-feira, abril 27, 2009

Maratona de Madrid 2009


Já em Fevereiro quando estive em Sevilha, tinha decidido ir a Madrid. Já há muito tempo que falava nesta maratona mas o pessoal cortava-se porque diziam que tinha muitas subidas, por isso resolvi inscrever-me sozinho... depois acabaram por ir.
Uma maratona é uma maratona, nunca é fácil e o tempo da busca de records e da escravidão do cronometro (gostei do termo em espanhol para record: "plusmarca") já lá vai, e realmente no gráfico lá estava a subida no final e outras pelo meio, nada que um homem avisado não aguente, tinha também ouvido falar do calor, desta vez esteve mais para o frio, e a média altitude (sempre acima dos 600 metros - a Serra de Sintra tem 500m) teria também alguma influência mesmo ao nível dos tempos dos prós.
À partida eram cerca de 10.000 participantes, muitos estrangeiros, estavam cerca de 7ºC, no meio da molhada o Carlos F. viu o Fernando Andrade e lá fomos picá-lo :D
O inicio a subir ajudou a controlar o ritmo que se pretendia calmo, eu queria fazer uma prova em "velocidade de cruzeiro" sem me chatear muito, fazer uso de algum calo que já ganhei pois a intenção principal era fazer mais um risco no "cinturão" e não ter grande sofrimento no final, e assim foi a velocidade foi posta para as 3:45 e fui sempre certinho a ganhar "créditos" até aos 32 km e nos últimos dez dá para o que o depósito tiver, e realmente foi importante o "crédito" pois aquilo a partir dos 35 km era chato de subir, pois era no estilo de recta infindável sem ter curvas de esperança.
Gostei da organização, com abastecimentos de água de 2,5km em 2,5km, gostei do pessoal de suporte com patins em linha sempre com uma bebida isotónica pronta ou um spray analgésico ou até mesmo vaselina , era mesmo como uma farmácia ambulante que ia colocando o spray e dizia para continuar a correr. Gostei do público, quer nos pontos históricos, plaza del sol, palácio real, etc, quer nos últimos km em que dão todo o seu "ÁNIMO!" e mostram que são conhecedores do sofrimento que é fazer uma maratona ao dizerem "ESTA JÁ NÃO TE ESCAPA!" e "QUE VAS MUY BIEN! ÉS UN CAMPEON!". Gostei da coisas boas que deram no final, embora me fizesse falta um saco para guardar tanta comida e bebida. Não gostei de algum engarrafamento na zona de saída.
Gostei muito do detalhe nos resultados, os meus estão aqui:
E quem quizer ver o filme da minha prova está aqui:
E quem sabe... daqui a menos de duas semanas faço outra...
Abraços e boas corridas

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Melhor marca do ano… Marathon de Sevilla 2009


Andava à procura da sensação que tive nesta maratona desde a minha primeira em 2005 – Paris, ou seja, uma prova em que todas as sensações foram positivas, em que acabei em crescendo, em que me senti sempre a controlar a situação.
Foi a minha segunda maratona em território espanhol, a primeira tinha sido em Barcelona 2006 e afirmo desde já que esta na capital da Andaluzia apesar de ter menos participantes tem uma qualidade / preço quase imbatível, desde o saco do corredor com um equipamento completo, todas as condições antes da partida com direito a aquecedor e tudo, abastecimentos a cada 2,5 Km, público a puxar (também se ouvem impacientes a buzinar no transito), apoio médico regular, marcações em todos os Km e de 5 em 5 milhas, chegada triunfal na pista de um estádio olímpico.

Relativamente à minha prova, não tinha propriamente um plano, tinha na cabeça, fazer mais ou menos o que tinha planeado para Lisboa em Dezembro – primeiros 5 km bem calmos, perto dos 5:30/km e depois começar a aumentar o ritmo, assim o fiz ainda deu para uma paragem técnica para WC,  depois “agarrei-me” a um casal que me pareceu com experiência (eram de uma equipa sevilhana – las aguilas), e fui sempre ao lado deles até à meia que passei dentro da 1h50m. A partir desse ponto senti que estava em condições de aumentar um pouco mais o ritmo, dentro do que tenho feito nas maratonas anteriores  o objectivo é tentar manter esse ritmo até pelo menos ao km 32, passei por esse marco sem dar por nada e pela segunda vez olho para o tempo acumulado, vejo 2h45 e penso “agora mesmo que faças 1h nestes 10 km fazes o mesmo que em Dezembro” acho que foi por volta dos 36 km que reconheço o Fernando Andrade ao longe, resolvo acelerar para o saudar e não é que me sinto bem com ritmo imposto que acabo por seguir (tal como o Fernando tão bem descreve aqui), já depois dos 39 km ainda vejo o Tigre e outros tugas, que tentei sempre saudar – há um companheiro do Porto Runners que me pede desculpa por não ter treinado e eu respondo “não faz mal, eu também não…”. Entrar no estádio e fazer 300 metros na pista até à meta dá uma sensação “Olímpica” e arrepia a pele, deu-me vontade de sprintar e consegui, cruzei a meta com um sorriso e sem grandes dores para além das normais, sinto que hoje (terça-feira) a recuperação foi rápida e fácil o que é um bom sinal.

Última nota, já mandei um mail para a organização porque o meu nome não aparece na classificação nem no diploma digital, mas eu sei que a fiz e que passei por todos os tapetes :(
Podem ver o filme da minha prova aqui:

domingo, dezembro 07, 2008

Maratona de Lisboa - 2008


fonte: carlos após o Km 42 (um sorriso...)
Após cerca de 1 mês e meio da Maratona do Porto, fiz hoje a 3ª maratona do ano.
Em termos de treino confesso que preguiça tem ganho à vontade, mas cumpri mais dois longos de 32 km e alguns treinos banais durante a semana, o que me permitiu definir como objectivo fazer menos 5 minutos que na última, ou seja 3h45m. Parti com calma e à conversa com o Rodrigo (ex homem que fugiu ao cão) que meteu conversa comigo e andava a fazer um treino longo foi até aos 5 K ao meu lado, a partir daí passei para um ritmo certo de 5:10/km, fui dos 10 K até à Meia ao lado de um casal francês, o que sempre ajuda para manter o ritmo. O muro lá estava presente depois da descida do viaduto, o ritmo baixa (algo previsto na táctica inicial), depois dos 32 K no cais sodré lá estava o meu ajudante para os últimos 10 K o Pedro"buda"O, o que muito me ajudou a passar as agruras desta fase de sofrimento habitual em qualquer maratona, o vento estava muito forte até ao retorno cerca dos 36,5 K o que também era sinal que íamos ter um empurrãozito para os últimos (e longos) 5K, eu estava a sentir umas micro-caímbras na zona dos gémeos que quando mudava de direcção, p.ex. nos abastecimentos, quase me desiquilibrava, o ritmo já ía para os 6:00/ km, mas pensei  "já só faltam 2, e quanto mais depressa melhor!" e lá cruzei o risco com 3h44m41s.
Como nota final devo dizer que fico feliz por ver tantos participantes nesta prova, muitos estrangeiros, que acho, não vão desiludidos com a organização, o desprezo do público da casa é compensado pelos familiares dos atletas estrangeiros.

Abraços,

segunda-feira, outubro 27, 2008

número 7 (seven under my belt... and counting)


Fui no sábado de manhã no Alfa, cheguei por volta das 13h, primeira vez no Metro do porto até à Casa da Música, colocar as coisas no quarto e almoçar massas, seguir para a expo maratona e como sobremesa - pasta party -, à noite a bela vitória do grande Leixões e a noticia  de que havia mais um elemento da gafe a correr -  o Paulo V.
Na partida lá estava o Paulo, e fui com ele até aos 5 Km a cerca de 5:24 depois fui subindo gradualmente o ritmo até cerca das 5:07, a partir da meia maratona senti-me bastante bem e cheguei a rolar abaixo de 5:00, depois de passar os 32 Km acalmei um pouco (talvez aqui o meu erro) com intenção de poupar esforços e acompanhei o Tigre, a partir dos 35 km  o motor entrou em sobre aquecimento e lá pareceu o "homem da marreta" e não não tive pernas para lhe fugir, apenas consegui ignorar a  sua voz que me dizia para ir a caminhar, lá fui numa espécie de corrida que chegou a uns fabulosos 7:15/km.
Maior dificuldade: do Km 41 para a meta... nunca mais acaba...
...e não merecia muito mais - 3:50 era um dos tempos que eu tinha no meu papel, com o pouco e  mal dedicado treino.
Depois pedi boleia para a rotunda, apanhei mais um que tinha perdido a virgindade nas maratonas e está a pensar fazer um ironman.
Que bela francesinha especial que eu comi antes de entrar para a primeira classe do Alfa que me trouxe de volta para a capital.
Um grande abraço a todos os que me apoiaram!
agora vem a mãe na nazaré e a oitava em dezembro...