quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Peninha SkyRace

Já em 2018 estava inscrito nesta prova mas por razões de saúde não me foi possível participar.
O manifesto do SkyRunner (Correr ou Morrer - Kilian Jornet) começa com "Kiss or kill. Beija ou morre. Beija a glória ou morre a lutar por ela. Perder é morrer, ganhar é viver. A luta é o que distingue uma vitória, um vencedor" - deve ser coisa séria esta do Sky Running, tecnicamente,  não sei qual é a diferença entre este tipo de provas e os outros trilhos... em termos burocráticos a SkyRace pertence à Federeção Portuguesa de Campismo e Montanhismo e acho que tem exigências em termos de desnível positivo e de pendente média da prova.
Fui na prova de 28 km D+1900 (havia também uma versão mini de 16 km), a partida foi junto a um segmento strava chamado "dragão" que é um caminho de cimento nas primeiras centenas de metros e depois continua em zig-zag até ao santuário da Peninha - ver foto seguinte:
Foram cerca de 2km a subir. Nesta prova aproveitei para usar pela primeira vez os bastões, o balanço é positivo, acho que as pernas agradecem mas tive que os levar sempre na mão e montados (levava um cinto que supostamente dá para os levar dobrados, mas pelos testes que tinha feito não me senti seguro que os mesmo ficariam lá, e como o perfil levava a muito põe e tira...). Depois de descermos mais 2km começou mais uma subida, o pelotão aqui ainda ía muito denso com a presença dos participantes da prova de 16K, temos uma paragem para ver as vistas e selfies que causou um pequeno engarrafamento, a realmente estava um belo dia a vista era maravilhosa mas não era preciso arrefecer tanto, ver foto seguinte:
Depois do abastecimento antes dos 8km, dá-se a separação entre a provas, a mais curta sobe logo até ao Monge e nós descemos o famoso single track de downhill "kamikaze" até ao célebre corta-fogo com um quilometro de distância e uma pendente tipo parede. depois descemos até à barragem (onde estava o fotógrafo Paulo Sezilio que tirou a foto do inicio), parte bastante agradável até começarmos a subir novamente, aí tivemos uma parte mais corrível onde se passam uns portões de quintas até encontrarmos mais um single track para descermos de novo, depois de chegarmos ao estradão nesse ponto as marcações não estavam perfeitas, as fitas estavam lá a assinalar o desvio mas deviam ter sinalizado na estrada pois o pessoal vai concentrado em recuperar o tempo e não se apercebe, quando eu virei estavam alguns participantes 500m abaixo depois de se aperceberem que já não viam fitas. Daí é sempre a subir até ao abastecimento e continuar a subir até ao Monge, depois há um trilho muito agradável de fazer, cujo segmento é "floresta encantada" e o nome está bem dado. Passei aí pelo grande Hélio Fumo e fui a caminho da Peninha de novo, fazendo as contas, era provável que fosse sempre a descer até à meta...
tás ta rir? by Bernardete Morita
...até perguntei ao voluntário que indicava o caminho, mas ele não se "descoseu" e lá fui a descer (pensava eu) até à meta, estranhei não ser no mesmo caminho mas sim mais na zona onde foi o grande incêndio do outono de 2018 e no sentido do Cabo da Roca e quando estou a chegar à estrada nacional a fitas começam a indicar o "caminho de burros" que podem ver na imagem abaixo até ao monte de pedras lá em cima, aí as minha pernas de Grândola voltaram e fiquei realmente com muito pouca mobilidade, os passos tinha que ser muito curtos senão os isquiotibiais prendiam... Depois foi realmente a descer mas num lento jogging até cruzar a meta em 5h20m
Gostei da prova, foi o que estava à espera, conhecer os famosos trilhos foi muito bom, não sei se os consigo encontrar de novo mas irei tentar num futuro próximo.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Percurso desafiante
  • Caldo quente no final
  • Duche no final
Pontos Negativos:
  • Marcações podiam estar melhores nos cruzamentos
  • Medalha fraquinha
O meu registo no Strava:
Boas corridas!

terça-feira, janeiro 22, 2019

Trail de Lousa

No passado Domingo tive a minha primeira prova de 2019, o Trail de Lousa, na sua versão longa 20+, que depois de feito deu cerca de 24 km. 

Tal como puderam ver nos meus planos para este ano, vou apostar em provas de trail de distância média e próximas de casa. A ideia é habituar as pernas a declives elevados e não gastar demasiado tempo e dinheiro. Neste caso o trail de Lousa faz parte do circuito de trail de Lisboa com 10 provas ao longo do ano.

Eram bastantes participantes (cerca de 300) para a prova longa, quando se está em Lousa e se olha à volta, temos a certeza que planície não é um tipo de paisagem comum naquela zona, a vila está rodeada de montes com moinhos que há 100 anos ajudavam a produção do pão saloio, mas que no Séc. XXI foram substituídos uns bem mais altos e feios que ajudam à produção de energia eléctrica. Como se pode constactar na imagem do perfil as subidas e descidas são bem acentuadas para um acumulado positivo de 1000 metros.
Como já referi por diversas vezes, a minha abordagem a uma prova de trail é muito mais descontraída do que na estrada (onde temos sempre alguma obrigação com o cronómetro), também quando vamos a uma prova desconhecida temos que ir “à cautela” … e assim fiz, deixei-me ficar cá atrás e fui fazendo as subidas a passo e as descidas com a máxima cautela. Logo nos primeiros 3km temos um pico em que a parte final inclui escalada, ainda escorreguei, mas não foi nada de cuidado, depois foi uma descida em estrada e estradão até ao primeiro abastecimento só de líquidos antes dos 10km, a partir daí tivemos mais um pico, mas com a progressão mais limitada pois a chuva de sábado criou muito barro e as sapatilhas ficavam coladas ao chão, para além de se ir perdendo a tracção com a lama acumulada, a descida também foi complicada pela mesmas razões, aqui ainda senti um tendão da coxa a prender mas depois passou. A parte restante até à meta foi basicamente estradões e trilhos muito agradáveis com piso compacto (talvez uma parte menos exposta da serra), no abastecimento aos 18km estava muita gente pois era o único com sólidos, não perdi muito tempo só atestei a garrafa e bebi um isotónico e lá fui até à meta passadas 3 horas e 33 minutos de aventura.

No dia seguinte estive com dores musculares nos tais grupos que não são trabalhados nos meus treinos e por isso a descida de escadas ficou algo afectada. De resto considero uma boa participação, não tinha noção de quanto tempo iria fazer, mas o terreno o ditou. A próxima vai ser um tratamento ainda melhor, vão ser 1700m+ e 27km na serra de Sintra, – Peninha Skyrun - vou protestar, vou lamentar, vou bufar, mas eu mereço… ;)

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Boas marcações
  • Percurso desafiante
  • Duche no final
  • Abastecimento final

Pontos Negativos:

  • Entrega do kit só de véspera e em Lisboa
  • Abastecimento só de liquido aos 8 e muito tardio com sólidos (18km)
  • Preço elevado (apesar do cashback da Prozis, obriga a uma encomenda com o dobro do valor)
  • Medalha fraquinha - tipo base para copos mas nem diz a data ou o ano (ver foto acima)

O meu registo no Strava:
Boas corridas!

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Os planos para 2019


Só hoje venho revelar os meus planos para este ano que já entrou há 17 dias...

Porquê só agora?
- Porque estava à espera do sorteio do Trilho dos Abutres.
Mas isso foi na sexta-feira passada!
-Pois, mas como não fiquei, tive que recalendarizar as coisas...
E então quais vão ser os principais objectivos?
-Olha, no primeiro semestre vai ser nas 6 horas das 24h de Mem Martins tentar fazer 60km
E essa prova é quando?
- No dia 27 de Abril, podem consultar aqui. É pena ser no mesmo fim de semana do MIUT
E até lá onde te podemos ver?
- Já no próximo domingo no Trail de Lousa 20K, ali para os lados de Loures.
Mas não tens mais nada previsto?
- Sim, sim... uma que falhei o ano passado, o Peninha SkyRace na serra de Sintra dia 3 de Fevereiro. Vai ser bem durinha!
Então? Tem que ser a ferros? E mais?
- Ok... o Palmela Trail (acho que é a primeira edição), o Trail da Costa Saloia e para desenjoar, a Corrida dos Sinos. Depois das 6 horas ainda devo ir pela primeira vez ao Trilho das Lampas e estou a pensar ir aos 45K do Trail de Sesimbra.
Assim sim! já são planos! E para o segundo semestre já tens alguma ideia?
- Já, mas não queria divulgar...
Ok, obrigado por nos dares a conhecer alguns dos teus objectivos para este este ano.

Abraços e boas corridas!

quinta-feira, janeiro 10, 2019

12 meses de corrida em 2018 - um balanço



Bom, não é bem um balanço, é mais um "apanhado" do que foi feito em termos de provas o ano passado.
Considero que foi um ano positivo em que os planos foram cumpridos, não na altura prevista, mas cumpridos.


Janeiro - Participação no GP do Fim da Europa e volta, planificação para o ano - primeira ultra em Sicó (fevereiro) e mais duas maratonas.

Fevereiro - Uma desconfortável gripe  e uma forte canelite e o respectivo abrandamento nos treinos levou a que falhasse o skyrunning da Peninha e um dos objectivos da época - os 50K de Sicó.

Março -  um mês com poucos treinos. Participação na clássica Corrida dos Sinos com uma prestação que não envergonha.

Abril - Muitos treinos longos com alguma verticalidade

Maio - a 15ª maratona, neste caso Eco de Lisboa no parque de Monsanto, fiz a um ritmo de trail para mais de 4 horas e meia.

Junho - Duas tiradas nos 10K com tempos rápidos, na prova de Santo António e na zona ribeirinha a Quidgest run.

Julho - Férias, praia e rodagens calmas

Agosto - Longões já a pensar em Outubro na maratona de Lisboa

Setembro - Participação na clássica Meia de S. João das Lampas e na prova de 10K da Bimbo para ganhar algum ritmo

Outubro - participação nas 3 horas da 24horas de Mem Martins a uma semana de completar a minha 16ª Maratona em Lisboa - que correu muito bem e sempre controlada.

Novembro - a minha primeira ultra em Grândola foi uma grande aventura e um grande empeno, que durou quase uma semana a recuperar o andar…

Dezembro - mais uma boa participação na Meia Maratona dos Descobrimentos

Agora, faltam os planos para este 2019... estão quase a chegar ;)

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, dezembro 03, 2018

Meia Maratona dos Descobrimentos


Tive ontem mais uma participação nesta agradável prova na cidade de Lisboa.
Desde Grândola, tenho vindo a fazer rodagens de baixa intensidade e ao domingo uma volta de cerca 21km. Faltou alguma especificidade no treino para puder aguentar o ritmo pretendido durante toda a prova.
Para a edição deste ano tinha como mínimos,  ficar abaixo da 1h39m, sendo que a ambição era mesmo entrar na casa da 1h37m, tentei usar a mesma táctica de 2017, mas no último bloco de 5 km não tive pernas para baixar o ritmo, e a partir dos 17km tive que manter a velocidade até final tendo como tempo 1h38m07s - dois segundos acima do registo do passado ano. Pela pesquisa que fiz, eu escolho sempre esta prova para fazer um teste à minha disciplina em termos de ritmo e tentar que seja perfeita em termos de "negative split", talvez seja para encerrar o ano em beleza.
Uma prova internacional com mais de 5000 participantes (entre 10K e Meia maratona) ainda dá o mimo de entregar kits no dia da prova... não são todas as provas desta dimensão de se dispõem a esse processo no próprio dia. Eu, fui ao "Poço do Borratem" no sábado e levantei o meu kit sem qualquer problema.


Fonte: Diogo Baena


Em principio, foi a minha última prova de 2018, não estou inclinado para São Silvestres e este ano não vou ao trail da Ericeira. Ainda devo voltar aqui para falar dos planos para 2019 e fazer algum balanço deste ano.


Aqui fica a minha análise (review) da Meia Maratona dos Descobrimentos:

Pontos Positivos:
  • entrega de dorsais no próprio dia
  • WC
  • percurso
  • muitos participantes
  • zona de chegada com muita fluidez
  • abastecimentos com algo mais que água
Pontos Negativos:
  • não haver expositores no local de entrega de dorsais
O meu registo no Strava:

Abraço e boas corridas,

segunda-feira, novembro 05, 2018

Ultra Trail Serra de Grândola

aqui ainda levantava os pés

Tinha como objectivo para 2018 fazer a minha primeira ultra, era para ter sido logo em Fevereiro, nas terras de Sicó, mas por motivos de saúde, tal não foi possível. Entretanto os planos para voltar à maratona do Porto tiveram que ser alterados, ao pesquisar nos calendários surgiu-me esta ultra na "terra da fraternidade", são 50k com 2600m de desnível positivo (como se eu soubesse o que é isso).
sim, finisher!

Eu encaro as provas de trail de uma forma diferente da estrada, vou lá para desfrutar sem estar preso a ritmos ou tempos, apenas fui pesquisar as poucas provas que tenho no meu curriculum para ter ideia de um tempo previsto de chegada. Em termos de treino, eu não faço nada de especifico de trail, moro ao lado da serra de Sintra, faço as minha passagens por estradas e estradões, mas como ando sozinho não arrisco a ir para trilhos, (o meu relógio não dá para colocar as rotas) e há sempre tráfego de btt, toda essa falta de treino especifico vai pagar-se caro quando a coisa é a sério.
picos e mais picos, parece um pente!

os tais que não estavam à espera daquilo!

Relativamente à minha prova, devíamos ser cerca de 40, partida às 8:00 verificações de material feitas, lá fui a um ritmo moderado, nas primeiras subidas meto passo, passam uns tantos por mim, o Tiago Dionísio, dois senhores a dizerem que vão à via Algarviana e eu mantenho o meu ritmo, são 50Km e ainda agora passei os 5km, uma senhora passa por mim, eu depois passo por ela na descida, mas na subida seguinte ela passa por mim... a partir desse momento nunca mais vi ninguém da minha prova até 500 metros da meta (afinal ia um moço à minha frente e a pouca distancia) ,só tive companhia numa subida onde havia um cruzamento com atletas da prova de 25km, depois só falava comigo (e que mal que eu falava) e com os voluntários dos abastecimentos (excepto no abastecimento dos 26,5 km que me senti como invisível, com tanta gente a quadrilhar, tive que ser eu a encher as minhas garrafas e nem sequer ouvi uma palavra de incentivo). Foi mais ou menos por essa altura que a tal falta de treino especifico se fez sentir nos biceps femurais (ver imagem), na subida de um dos picos que podem ver na imagem do perfil, senti um nó na parte posterior da coxa direita, paro, respiro dou mais uns passos e igual na esquerda... tive que subir aquelas paredes com um "passito a passito" mais curto, estava convencido que só iria sofrer  nas subidas mas enganei-me, as descidas ainda eram mais assustadoras pois o músculo também prendia, restavam-me as partes corríveis (como se pode ver no perfil não são muitas) e mesmo aí não deu, tive que fazer a segunda metade em "power hike" e os km a custarem cada vez mais a passar, quando estou num "delta" olho para o lado e vejo as paredes que ainda tenho que escalar, algumas com ajuda de cordas, e pergunto-me "será que é preciso sofrer tanto para fazer uns míseros 50km?", "levantar às 4h30, fazer 1h30 de viagem, andar durante mais de 8 horas a fazer "marcor", voltar de noite para casa?".
parecem mesmo as rampas do bucket brigade da Spartan Race

Sim, também tivemos que baixar a bolinha

Custou-me tanto a passar aqueles marcos, pequenos objectivos como a distância da maratona - passada com sacrifício e a subir mais um pico com cerca de 7 horas de prova. Às 3:35 (tempo que fiz em Lisboa) estava nos 23 km. Depois dos 45, aquele ponto em que seria a rolar até à metae que nunca mais chegava... ainda passei por alguns picos aos quais chamei todos os nomes que me vieram à cabeça.

Hoje ainda estou todo rebentado, e desço escadas com muita dificuldade, sento-me com muita dificuldade (as minhas filhas dizem que pareço um velhote daqueles que usam bengala), tenho vontade de nem sequer pensar numa aventura parecida nos tempos mais próximos. É claro que ontem, quando estava sózinho na serra pensei na dureza que será fazer o mesmo desnível mas em altitude, pensei no que será fazer uma MIUT ou um UTMB, mas também pensei em Spartan Race só que em vez de estar a subir e descer com um balde de gravilha,  estava a subir e descer com dois cepos nem forma de pernas ;)

Bom, agora já sou ultra, e até ao fim do ano só tenho planeada a meia dos Descobrimentos e depois logo se verá.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • preço muito acessível
  • saco de presença bastante recheado
  • desafio constante
  • marcações sem falhas
  • Abastecimentos com bastante oferta
  • duche no final
Pontos Negativos:
  • poucos abastecimentos, não pela distância entre eles mas pela duração.
O meu registo no Strava:

Boas corridas!

segunda-feira, outubro 15, 2018

Maratona de Lisboa

Voltei para fazer a minha 16ª maratona. Quando me inscrevi, numa promoção ainda em 2017, a prova ainda tinha R’n’R no nome, mas depois passou a ser só EDP.

Durante a noite de sexta-feira começo a ver alertas que o furacão Leslie iria “aterrar” em Portugal continental na zona de Lisboa, fiquei admirado por não haver avisos, mas com o avançar das horas a Protecção Civil acabou por lançar o alerta vermelho e durante o dia de sábado as partidas acabaram por ser adiantadas uma hora, no caso da prova principal, era para ser às 8:00 – passou para as 9:00. Desde que a prova não fosse cancelada, eu estaria sempre presente. O novo horário até foi bom para os que não gostam de se levantar demasiado cedo. A temperatura esteve bastante amena, existia algum vento, mas tendo como referência o Guincho, já passei por bem pior por lá… Mais de 3000 participantes numa maratona é sempre um sinal positivo, os avisos de mau tempo, a alteração no nome e a má experiência de 2017, podem ter tirado mais de 1000 participantes para este ano (não sei quantos estavam inscritos), mas acho que é uma prova que só tem motivos para crescer e se implementar no calendário internacional.

Quanto à minha prova, depois dos exageros da semana passada, não estava com grandes ambições, tracei uma estratégia conservadora para 3h40m e parti a travar nos primeiros 5K a tentar fazer mais lento que 5:20/km. Tinha combinado com o Carlos que a partir dos 10 /11km ele iniciaria mais um longão de preparação para Valencia até ao Cais do Sodré (km 41), assim foi, estivemos a pôr a conversa em dia e nem dei pelos Km a passar, fomos sempre abaixo de 5:10/km e cerca do km 27 o Carlos diz-me para seguir, e eu como até me estava a sentir bem fiz uns cerca de 9 km abaixo de 5:00Km, a subida do alto da boa viagem quebra sempre um pouco mas ia a sentir-me muito bem e os km a passarem rápido. Fiz como nutrição um gel GU a cada hora e por volta da 1:30 de prova tomei uma cápsula de sais, fui sempre bebendo apenas um gole ou dois de água a cada 2,5 km e usando o resto para arrefecimento.

Acabei por fazer um tempo idêntico ao ano passado - 3h35m29s (em 2017 fiz ligeiramente abaixo do minuto 35) e a poucos metros da meta eu e outro companheiro de corrida ainda ajudámos uma senhora que desfaleceu a menos de 10 metros da meta – passou a meta em ombros e foi entregue aos socorristas (espero que tenha ficado tudo bem com a senhora dorsal 378). 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Rápida adaptação ao “plano B”
  • A entrega de dorsais correu muito bem e a expo estava com bastante oferta
  • Percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito

Pontos Negativos:
  • Não tenho nada a apontar
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!