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segunda-feira, março 11, 2019

Trail da costa saloia

Ontem fui fazer uma prova à minha terra, Colares, foi naqueles pinhais que fiz as minas primeiras voltas de bicicleta, as quedas, os joelhos em sangue e cheios de pedrinhas, as cabanas feitas de cana, os campos de futebol, toda uma infância e adolescência está marcada naquela região.
Já tinha reparado nesta prova, mas como não andava tanto pelos trilhos, nunca tive oportunidade de participar. Esta foi já a quinta edição, estiveram cerca de 200 participantes na prova de 23 km e houve também uma caminhada.
Comparando com as outras provas que fiz este ano, esta foi muito mais ligeira, tinha apenas 600m+ de desnível e a única dificuldade era mesmo por volta dos 13km com a subida de uma parede na zona da praia de Magoito, de resto foi muito rolante, tendo algumas partes de corrida em areia nos pinhais. 
Eu fiz uma prova descontraída, talvez tenha gasto energia a mais nos primeiros 5km que são sempre em subida  e depois na descida acabei por ser ultrapassado por alguns participantes, a partir daí deve ter estabilizado a minha colocação na prova, foi muito agradável o percurso à beira das arribas, passando pelas Azenhas do Mar e até à Praia das Macãs, daí os últimos 3 km acabam por ser feitos no meio do pinhal, não em estradão mas mesmo na caruma e na areia, apenas marcada pelas fitas. Acabei melhor que pensava,  em termos de classificação fiquei em 66º na geral e em 21º no meu escalão com 2h39m.
Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Percurso agradável e bem desenhado
  • Boas marcações
  • Avisos de perigo quando justificado
  • Abastecimentos, para além dos 3 anunciados, passei por uns 5 acho eu
Pontos Negativos:
  • Não haver aquele "recuerdo" final, uma medalha ou similar (se calhar até prefiro isso à t-shirt)
O meu registo no Strava:

Boas corridas!

terça-feira, fevereiro 19, 2019

Palmela Trail

Este domingo fui a mais uma prova do Circuito Lisboa Trail, desta vez foi Palmela na primeira edição deste evento.
Gostei muito da prova, a zona tem bastante potencial para provas deste género com uma grande oferta de trilhos. A minha prova correu bem, o percurso era bastante corrível até cerca dos 15Km (eu fiz a prova longa com cerca de 23km), depois chega-se aos cerca de 1000m de desnível previstos com duas paredes, uma logo ali nos 16km e a outra mesmo nos 2 km finais até aos castelo. 
A minha prova teve início às 9h00 e tinha bastantes participantes, cerca de 400, a prova curta e a caminhada tiveram inicio uma hora depois, o que fez com que eu me juntasse a um grande pelotão de caminheiros durante a tal subida final o que fez o ritmo ficar mesmo calminho durante a subida pois era um trilho apertado.
Acabei por fazer 3h08m, o que dá basicamente o mesmo ritmo do trail de Lousa, mas (posso dizê-lo agora) sem ter como prémio um "andar novo", ou seja, as pernas ficaram frescas logo no dia seguinte. Eu acredito que será resultado do hábito, mas também pode ser porque a prova não puxou demais.
Ainda terei mais uma prova de trilhos no início de Março antes de me focar a 100% nas 6 horas.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • Bonito Percurso
  • Bem marcado
  • Sem inventar subidas só porque sim
Pontos Negativos:
  • Entrega do kit só de véspera e em Lisboa
  • Abastecimento só de liquido
  • Muita confusão na zona pós meta no castelo (fila só para beber um pouco de água)
  • Preço elevado (apesar do cashback da Prozis, obriga a uma encomenda com o dobro do valor)
  • Medalha fraquinha - tipo base para copos mas nem diz a data ou o ano (ver foto acima)
O meu registo no Strava:

Boas corridas!

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Os planos para 2019


Só hoje venho revelar os meus planos para este ano que já entrou há 17 dias...

Porquê só agora?
- Porque estava à espera do sorteio do Trilho dos Abutres.
Mas isso foi na sexta-feira passada!
-Pois, mas como não fiquei, tive que recalendarizar as coisas...
E então quais vão ser os principais objectivos?
-Olha, no primeiro semestre vai ser nas 6 horas das 24h de Mem Martins tentar fazer 60km
E essa prova é quando?
- No dia 27 de Abril, podem consultar aqui. É pena ser no mesmo fim de semana do MIUT
E até lá onde te podemos ver?
- Já no próximo domingo no Trail de Lousa 20K, ali para os lados de Loures.
Mas não tens mais nada previsto?
- Sim, sim... uma que falhei o ano passado, o Peninha SkyRace na serra de Sintra dia 3 de Fevereiro. Vai ser bem durinha!
Então? Tem que ser a ferros? E mais?
- Ok... o Palmela Trail (acho que é a primeira edição), o Trail da Costa Saloia e para desenjoar, a Corrida dos Sinos. Depois das 6 horas ainda devo ir pela primeira vez ao Trilho das Lampas e estou a pensar ir aos 45K do Trail de Sesimbra.
Assim sim! já são planos! E para o segundo semestre já tens alguma ideia?
- Já, mas não queria divulgar...
Ok, obrigado por nos dares a conhecer alguns dos teus objectivos para este este ano.

Abraços e boas corridas!

quinta-feira, janeiro 10, 2019

12 meses de corrida em 2018 - um balanço



Bom, não é bem um balanço, é mais um "apanhado" do que foi feito em termos de provas o ano passado.
Considero que foi um ano positivo em que os planos foram cumpridos, não na altura prevista, mas cumpridos.


Janeiro - Participação no GP do Fim da Europa e volta, planificação para o ano - primeira ultra em Sicó (fevereiro) e mais duas maratonas.

Fevereiro - Uma desconfortável gripe  e uma forte canelite e o respectivo abrandamento nos treinos levou a que falhasse o skyrunning da Peninha e um dos objectivos da época - os 50K de Sicó.

Março -  um mês com poucos treinos. Participação na clássica Corrida dos Sinos com uma prestação que não envergonha.

Abril - Muitos treinos longos com alguma verticalidade

Maio - a 15ª maratona, neste caso Eco de Lisboa no parque de Monsanto, fiz a um ritmo de trail para mais de 4 horas e meia.

Junho - Duas tiradas nos 10K com tempos rápidos, na prova de Santo António e na zona ribeirinha a Quidgest run.

Julho - Férias, praia e rodagens calmas

Agosto - Longões já a pensar em Outubro na maratona de Lisboa

Setembro - Participação na clássica Meia de S. João das Lampas e na prova de 10K da Bimbo para ganhar algum ritmo

Outubro - participação nas 3 horas da 24horas de Mem Martins a uma semana de completar a minha 16ª Maratona em Lisboa - que correu muito bem e sempre controlada.

Novembro - a minha primeira ultra em Grândola foi uma grande aventura e um grande empeno, que durou quase uma semana a recuperar o andar…

Dezembro - mais uma boa participação na Meia Maratona dos Descobrimentos

Agora, faltam os planos para este 2019... estão quase a chegar ;)

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, novembro 05, 2018

Ultra Trail Serra de Grândola

aqui ainda levantava os pés

Tinha como objectivo para 2018 fazer a minha primeira ultra, era para ter sido logo em Fevereiro, nas terras de Sicó, mas por motivos de saúde, tal não foi possível. Entretanto os planos para voltar à maratona do Porto tiveram que ser alterados, ao pesquisar nos calendários surgiu-me esta ultra na "terra da fraternidade", são 50k com 2600m de desnível positivo (como se eu soubesse o que é isso).
sim, finisher!

Eu encaro as provas de trail de uma forma diferente da estrada, vou lá para desfrutar sem estar preso a ritmos ou tempos, apenas fui pesquisar as poucas provas que tenho no meu curriculum para ter ideia de um tempo previsto de chegada. Em termos de treino, eu não faço nada de especifico de trail, moro ao lado da serra de Sintra, faço as minha passagens por estradas e estradões, mas como ando sozinho não arrisco a ir para trilhos, (o meu relógio não dá para colocar as rotas) e há sempre tráfego de btt, toda essa falta de treino especifico vai pagar-se caro quando a coisa é a sério.
picos e mais picos, parece um pente!

os tais que não estavam à espera daquilo!

Relativamente à minha prova, devíamos ser cerca de 40, partida às 8:00 verificações de material feitas, lá fui a um ritmo moderado, nas primeiras subidas meto passo, passam uns tantos por mim, o Tiago Dionísio, dois senhores a dizerem que vão à via Algarviana e eu mantenho o meu ritmo, são 50Km e ainda agora passei os 5km, uma senhora passa por mim, eu depois passo por ela na descida, mas na subida seguinte ela passa por mim... a partir desse momento nunca mais vi ninguém da minha prova até 500 metros da meta (afinal ia um moço à minha frente e a pouca distancia) ,só tive companhia numa subida onde havia um cruzamento com atletas da prova de 25km, depois só falava comigo (e que mal que eu falava) e com os voluntários dos abastecimentos (excepto no abastecimento dos 26,5 km que me senti como invisível, com tanta gente a quadrilhar, tive que ser eu a encher as minhas garrafas e nem sequer ouvi uma palavra de incentivo). Foi mais ou menos por essa altura que a tal falta de treino especifico se fez sentir nos biceps femurais (ver imagem), na subida de um dos picos que podem ver na imagem do perfil, senti um nó na parte posterior da coxa direita, paro, respiro dou mais uns passos e igual na esquerda... tive que subir aquelas paredes com um "passito a passito" mais curto, estava convencido que só iria sofrer  nas subidas mas enganei-me, as descidas ainda eram mais assustadoras pois o músculo também prendia, restavam-me as partes corríveis (como se pode ver no perfil não são muitas) e mesmo aí não deu, tive que fazer a segunda metade em "power hike" e os km a custarem cada vez mais a passar, quando estou num "delta" olho para o lado e vejo as paredes que ainda tenho que escalar, algumas com ajuda de cordas, e pergunto-me "será que é preciso sofrer tanto para fazer uns míseros 50km?", "levantar às 4h30, fazer 1h30 de viagem, andar durante mais de 8 horas a fazer "marcor", voltar de noite para casa?".
parecem mesmo as rampas do bucket brigade da Spartan Race

Sim, também tivemos que baixar a bolinha

Custou-me tanto a passar aqueles marcos, pequenos objectivos como a distância da maratona - passada com sacrifício e a subir mais um pico com cerca de 7 horas de prova. Às 3:35 (tempo que fiz em Lisboa) estava nos 23 km. Depois dos 45, aquele ponto em que seria a rolar até à metae que nunca mais chegava... ainda passei por alguns picos aos quais chamei todos os nomes que me vieram à cabeça.

Hoje ainda estou todo rebentado, e desço escadas com muita dificuldade, sento-me com muita dificuldade (as minhas filhas dizem que pareço um velhote daqueles que usam bengala), tenho vontade de nem sequer pensar numa aventura parecida nos tempos mais próximos. É claro que ontem, quando estava sózinho na serra pensei na dureza que será fazer o mesmo desnível mas em altitude, pensei no que será fazer uma MIUT ou um UTMB, mas também pensei em Spartan Race só que em vez de estar a subir e descer com um balde de gravilha,  estava a subir e descer com dois cepos nem forma de pernas ;)

Bom, agora já sou ultra, e até ao fim do ano só tenho planeada a meia dos Descobrimentos e depois logo se verá.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:
  • preço muito acessível
  • saco de presença bastante recheado
  • desafio constante
  • marcações sem falhas
  • Abastecimentos com bastante oferta
  • duche no final
Pontos Negativos:
  • poucos abastecimentos, não pela distância entre eles mas pela duração.
O meu registo no Strava:

Boas corridas!

segunda-feira, outubro 15, 2018

Maratona de Lisboa

Voltei para fazer a minha 16ª maratona. Quando me inscrevi, numa promoção ainda em 2017, a prova ainda tinha R’n’R no nome, mas depois passou a ser só EDP.

Durante a noite de sexta-feira começo a ver alertas que o furacão Leslie iria “aterrar” em Portugal continental na zona de Lisboa, fiquei admirado por não haver avisos, mas com o avançar das horas a Protecção Civil acabou por lançar o alerta vermelho e durante o dia de sábado as partidas acabaram por ser adiantadas uma hora, no caso da prova principal, era para ser às 8:00 – passou para as 9:00. Desde que a prova não fosse cancelada, eu estaria sempre presente. O novo horário até foi bom para os que não gostam de se levantar demasiado cedo. A temperatura esteve bastante amena, existia algum vento, mas tendo como referência o Guincho, já passei por bem pior por lá… Mais de 3000 participantes numa maratona é sempre um sinal positivo, os avisos de mau tempo, a alteração no nome e a má experiência de 2017, podem ter tirado mais de 1000 participantes para este ano (não sei quantos estavam inscritos), mas acho que é uma prova que só tem motivos para crescer e se implementar no calendário internacional.

Quanto à minha prova, depois dos exageros da semana passada, não estava com grandes ambições, tracei uma estratégia conservadora para 3h40m e parti a travar nos primeiros 5K a tentar fazer mais lento que 5:20/km. Tinha combinado com o Carlos que a partir dos 10 /11km ele iniciaria mais um longão de preparação para Valencia até ao Cais do Sodré (km 41), assim foi, estivemos a pôr a conversa em dia e nem dei pelos Km a passar, fomos sempre abaixo de 5:10/km e cerca do km 27 o Carlos diz-me para seguir, e eu como até me estava a sentir bem fiz uns cerca de 9 km abaixo de 5:00Km, a subida do alto da boa viagem quebra sempre um pouco mas ia a sentir-me muito bem e os km a passarem rápido. Fiz como nutrição um gel GU a cada hora e por volta da 1:30 de prova tomei uma cápsula de sais, fui sempre bebendo apenas um gole ou dois de água a cada 2,5 km e usando o resto para arrefecimento.

Acabei por fazer um tempo idêntico ao ano passado - 3h35m29s (em 2017 fiz ligeiramente abaixo do minuto 35) e a poucos metros da meta eu e outro companheiro de corrida ainda ajudámos uma senhora que desfaleceu a menos de 10 metros da meta – passou a meta em ombros e foi entregue aos socorristas (espero que tenha ficado tudo bem com a senhora dorsal 378). 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Rápida adaptação ao “plano B”
  • A entrega de dorsais correu muito bem e a expo estava com bastante oferta
  • Percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito

Pontos Negativos:
  • Não tenho nada a apontar
O meu registo no Strava:
Abraços e boas corridas!

segunda-feira, setembro 24, 2018

Global Energy Race


Este ano resolvi variar e ir à "concorrência". Em dia de Corrida do Tejo, resolvi não me meter na maior confusão e ir experimentar a prova que realizava precisamente à mesma hora e na mesma distância mas no concelho de Lisboa.
Por motivos de treino, deixei o carro perto do local de chegada em Belém e fui a correr até à partida no Rossio (era para ser na Av. da Liberdade mas a manif dos Táxis não deixou), aproveitei para subir a Rua do Alecrim e depois de descer até aos Restauradores terminei depois de subir a rampa do Elevador da Glória, para meter alguma inclinação na semana.
A prova está bem organizada e soube adaptar-se com facilidade aos problemas ocorridos, tendo a organização comunicado a alteração via e-mail, acho estranho as camisolas terem referência a Madrid com símbolo da cidade e tudo e até a medalha diz Madrid, não vi nem ouvi qualquer explicação para o facto.
Como estava previsto bastante calor, apontei para um ritmo entre as 4:50 e 4:40/km deixei-me ficar no meio do pelotão de cerca de 1000 participantes e fui a ultrapassar durante toda a prova, fui num ritmo confortável, fazendo split negativo com um ritmo de 4:46/km na primeira metade e 4:36/km na segunda, só tenho que fazer uns ajustes no pequeno-almoço, pois o estômago com a subida do viaduto da Av. da India ia dando a volta. Conclusão: um bom treino de velocidade e agora só falta mais um longão...
A foto de A Natureza Ensina (Obrigado!)

Deixo aqui a minha análise review desta prova:
- Percurso
- organização
- WC
- transporte para a partida
- transporte de sacos
- Tempo liquido de prova

Pontos Negativos:
- t-shirt de "Madrid"??
- medalha de "Madrid"??
- distância não certificada

O meu registo no strava:

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, setembro 10, 2018

Meia Maratona S. João das Lampas


Mais uma participação na grande clássica de Setembro, a 42ª edição da Meia Maratona de São João das Lampas. Este ano foi a minha sétima presença, sendo que a primeira foi já em 2004.
No sábado não me senti nos meus dias, senti-me pesado logo no inicio da prova e com a sensação de líquidos a chocalhar no estômago (algumas experiências em termos de nutrição), analisando agora, verifico que os primeiros 5k foram os mais rápidos, mas foram ao ritmo que tinha definido para a prova, mas ainda antes de Alvarinhos já ia com uma sensação que a prova estava mais inclinada do que o habitual, meti uma mudança abaixo e deixei-me ir. A segunda parte, após a passagem por S. João é sempre a mais agradável e este ano não fugiu à regra, acabei por ultrapassar mais do que fui ultrapassado, o que é sempre positivo. No final, mais 4 minutos do que o ano passado, mas o que interessa é que está feita, foi um bom treino e só temos que dar os parabéns ao grande Fernando Andrade.



As fotos são de Orlando Duarte (obrigado!)

Deixo aqui a minha análise review desta prova:
Pontos Positivos:

- Uma clássica
- A festa
- O apoio popular
- WC e duches
- Parqueamento
- Percurso
- Tempo liquido de prova



Pontos Negativos:

- Nada a apontar
O meu registo no strava:

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, agosto 20, 2018

verão, veremos

Olá,

Temos que escrever alguma coisa, senão são muitos meses de ausência;)

As corridas têm sido regulares e a quilometragem até já começou a aumentar. O alvo é a Maratona de Lisboa e entretanto vou passar pela grande clássica de S. João das Lampas.
Também cometi a loucura me inscrever no fim-de-semana anterior à maratona na versão de 3h das 24h de Mem Martins, mas não podia deixar de sentir o ambiente numa prova tão perto de casa.

Assisti aos europeus de atletismo e fiquei contente com as vitórias do Nelson e da Inês mas quanto à corrida fico muito triste de não ver um único representante de portugal na maratona - prova com tantas tradições em Portugal - tive saudades daquela gente que ia lá para dar o seu máximo mesmo não sendo para ganhar como os exemplos de Alberto Chaíça ou Luís Novo. Nem nos 10.000 femininos conseguimos ser competitivos e vemos desistências sem grande explicação... acredito que mudará, nem que seja por alguma geração espontânea... Em termos internacionais vi com alegria um jovem norueguês de 17 anos (Jakob Ingebrigtsen) a vencer os 1500m e os 5000m.

No panorama da corrida em trilhos, assisti na semana passada à ultima edição de uma das provas mais antigas em portugal o Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos. Segundo os organizadores, os "clientes" estão a mudar e querem provas mais curtas, vai deixar de ser em Óbidos (muito turismo e dificuldade em estacionar), vai deixar de ser nocturno (já há muitas provas desse género) e vai passara a chamar-se trilhos (em português)... é já um resultado do excesso de prova que eu tinha referido num post anterior.

Vou tentando aparecer mais vezes por aqui...

Abraços e boas corridas!

terça-feira, junho 05, 2018

Corrida de Santo António




Já há muito que não “esticava” as pernas numa prova de 10k. Para terminar a primeira parte da época, optei por fazer umas provas de curta distância e a ritmo mais forte do que tenho feito. Optei por uma “clássica” de verão, com bastantes participantes (cerca de 3000), um percurso agradável e com um horário em que me costumo dar bem – 20:30h.
Parti da zona de sub 45 e fiz tudo para não envergonhar essa categoria, passei aos 5k em 21:55 e aí resolvi começar a gerir o depósito para ter combustível suficiente para chegar com algum estilo à meta… Coisa que não aconteceu. Quando entro no último km, comecei a ter uma dor na zona abdominal e continuei no meu ritmo com bastante esforço, já na Praça da Figueira o estomago começa a mandar sinais para a boca e tive mesmo que parar, a apenas 200m da meta, para vomitar… depois de respirar fundo lá consegui fazer um sprint para bater no minuto 46:01. A conclusão feliz que que mantive o apetite e tive a certeza que dei o meu máximo.
No manjerico oferecido no final, a minha quadra era de um poeta famoso - o grande Fernando Andrade.
Agora ainda vou ter mais uma experiência de 10k rápidos na zona ribeirinha de Lisboa e depois começar a planear a segunda metade da época.

Aqui fica a minha análise (review) da "Corrida de Santo António":

Pontos Positivos:
  • blocos de partida
  • tempo liquido de prova
  • dois abastecimentos e marcações
  • bengaleiro
  • manjerico
Pontos Negativos:
  • Não ter medalha

O meu registo no Strava:

Abraço e boas corridas,

segunda-feira, maio 07, 2018

Lisbon Eco Marathon




Completei ontem a minha 15ª Maratona!
O local escolhido foi o chamado "pulmão" da cidade de Lisboa - parque de Monsanto, a prova tem nome em inglês  - "Lisbon Eco Marathon" mas é apenas uma maratona de montanha com poucos participantes, apesar de, aparentemente, ser feita bastante promoção, os preços de inscrição também não ajudam a que haja mais participação.
Fui com "espírito trail" a poupar energia nas subidas e sem ligar a ritmos por km, olhando para os tempos de passagem oficiais verifico que andei sempre constante no mesmo pelotão entre o 60º e 70º classificado. Também por não ser conhecedor do terreno, e analisando agora, talvez me tenha poupado demasiado em algumas subidas das quais não tinha a certeza da extensão. Fui encontrando os postos de abastecimento previstos e com pessoal bastante atencioso, no quente dia que esteve, fizeram o seu papel, as marcações estavam bem feitas, não senti desconforto por passar algumas vezes no mesmo local. No último km ainda fui à conversa com um companheiro que estava a preparar sua quinta participação na mítica Comrades na África do Sul (que inveja) e acabámos por passar a meta em conjunto.
A distância, como podem ver no meu strava, parece ter sido de menos, mas também já vi registos na mesma plataforma com a distância correcta, pode ter sido falha no meu aparelho.
Próximas provas? para já não me quero comprometer aqui com nada (tinha dito que ia ao 1º de Maio, mas optei por me poupara para esta), se as fizer venho cá colocar o post da praxe ;).
Aqui fica a minha análise (review) da "Lisbon Eco Marathon":

Pontos Positivos:
  • horário de partida
  • local e percurso da prova
  • abastecimentos e marcações
  • zona de chegada com bastante oferta e conforto
  • alguns apoiantes franceses que iam dando moral;)
  • bengaleiro
Pontos Negativos:
  • poucos participantes na maratona (fiz 3 km a meio da prova sem ver ninguém nem atrás nem à frente)
  • t-shirt igual para todas as provas
  • medalha igual para todas as provas (?)
O meu registo no Strava:

O video do ReLive do Strava:
 

Abraços e boas corridas!

sábado, março 03, 2018

como vão as coisas?

Pois é, depois do GP do Fim da Europa as coisas não têm andado pelo melhor.
Desde o início do ano que tenho andado com sintomas similares à canelite, a parte muscular na canela (tíbia) esquerda tem andado com uma moinha irritante e até mesmo picadas, ao correr não se sente muito, mas quando estou parado há aquele incómodo. Talvez tenha sido causado pela mudança de terrenos e perfil do treino.
Entretanto já somei duas faltas à partida (DNS), uma das minhas provas de preparação - Peninha Skyrace e o meu objectivo para a primeira metade de 2018 - a minha primeira ultra nos 52 km do Trail terras de Sicó. No primeiro foi por algum receio de piorar os tais sintomas que tinha vindo a sentir e no segundo o vírus da gripe resolveu atacar mesmo naquela semana, a febre e a respectiva debilitação física fizeram que tivesse que desperdiçar o treino que vinha a ser feito desde Dezembro passado.
Então e agora?
Para já, aproveitei uma das recomendações para este tipo de lesões, reduzir o treino ou mesmo parar.
Este mês vou só picar o ponto na Corrida dos Sinos e depois volto a subir a quilometragem para um projecto que tenho em Maio.
Quanto aos trilhos e à ultra, não me quero comprometer para já, pelo menos no primeiro semestre.

Abraços e boas corridas,

terça-feira, dezembro 05, 2017

Meia Maratona dos Descobrimentos 2017


Depois da chuva sem fim do ano passado, este ano fomos brindados pelo frio. Tudo isto faz parte da época, não são queixas nem desculpas são apenas constatações.
Tenho marcado presença em quase todas as edições desta prova, desde o fim da Maratona de Lisboa, nesta data a Xistarca optou por fazer uma promoção "musculada"  e tem tido resultados positivos em termos de participação e em termos organizativos.
Passei a semana anterior com poucos treinos, devido às maleitas da época, nada de especial mas que tem sempre impactos nas vias respiratórias. Por isso resolvi resguardar-me da exposição aos elementos e acabar por fazer um tapering forçado.
Fui para a prova sem objectivos concretos, teria sempre que sentir o corpo e partir daí optar por uma estratégia. Como tal, comecei nas calmas ali pela zona dos 5:00/km, fui-me sentindo bem e resolvi manter a média dos primeiros 5K nos 4:50/km, chegando mesmo a abrandar, o Carlos F. passa por mim e diz que eu já o apanho...Para os segundos 5K deixei-me ir até aos 4:45/km e nos seguintes, ainda com alguma brisa contra, ligeiramente abaixo das 4:40/km, os seis quilómetros finais seriam feitos no "máximo" que as forças permitissem e com a tal brisa pelas costas, consegui uma média de 4:28/km nessa ultima parte da prova e acabei por fazer menos 1m30s do que na Nazaré ficando com um tempo líquido de 1:38:05. Fiquei contente com a marca e com a disciplina que consegui impor para implementar a estratégia estabelecida, já durante a prova.
Deixo aqui esta imagem que mostra bem a "geometria perfeita" criada pela minha estratégia de prova:
Relativamente a planos futuros, tenho prevista a participação no Trail da Ericeira versão 20K e ainda não decidi se vou a alguma S. Silvestre. Tinha  marcada para o passado dia 26/11 a Corrida do Monge mas entretanto foi cancelada. Estou a mudar as corridas para outros terrenos e com objectivo de acumular mais distância vertical do que horizontal tudo isto já a pensar do +50K de Sicó em Fevereiro.

Aqui fica a minha análise (review) da Meia Maratona dos Descobrimentos:

Pontos Positivos:
  • público
  • guarda-roupa
  • WC
  • percurso
  • muitos participantes
  • zona de chegada com muita variedade
Pontos Negativos:
  • falta de separação entre as faixas em algumas zonas
  • não haver feira do corredor
O meu registo no Strava:

Abraço e boas corridas,

segunda-feira, novembro 13, 2017

Meia Maratona da Nazaré







Fonte: Sonya Alves
Regressei à Nazaré.
Depois da minha última participação em 2013, regressei este ano à mãe de todas as meias maratonas.
O carro fica sempre no mesmo parque, junto ao mercado, e praticamente no mesmo sitio. Depois é o atravessar da vila em busca do dorsal, este ano não notei grande confusão e o processo foi fluido, a organização fez a oferta de um "buff" com padrões nazarenos e só no final da prova procedeu à entrega da t-shirt e do respectivo prato.
As perspectivas para a minha participação eram fazer abaixo de 1h40m, para tal tinha preparado uma estratégia de veterano conhecedor da prova, começando os primeiros 10K com ritmos calmos e na segunda metade libertar mais as pernas com as força que ainda tivesse.
Esta prova tem vindo a perder participantes nos últimos anos, talvez pela localização, talvez pela oferta de provas do mesmo género, talvez por falta de agressividade publicitária, pelo que pude analisar este ano chegaram menos que 600 atletas à meta, e em tempos não muito longínquos já chegaram ao final perto 2000 atletas. Por ser no centro do país, nota-se que vêm participantes do norte e do sul, mas são os tradicionalistas, aqueles que fazem questão de picar o ponto nem que tenham feito a maratona do Porto na semana anterior. Também há aqueles que regressam, como um senhor que cerca dos 12K nos dizia que a última vez que tinha feito esta prova tinha sido há 32 anos, na altura fez cerca de 1h23 e não ficou nos 200 primeiros (agora vejam os resultados e em que lugar fica um tempo desses).

Voltando à minha prova... Estava a sentir-me muito bem e a ultrapassar sempre, só que o ritmo não subia pois a nortada estava a dar luta, quando já estou a menos de 500m da meta um pórtico insuflável cai e fica atravessado na estrada, eu tenho que passar pelas cordas para o passeio e depois regressar à recta da meta que cruzei com 1h39m34s, sem sofrimento e com a satisfação de atingir o objectivo proposto.

A seguir devo participar no regresso da corrida do Monge na serra de Sintra 

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • público
  • atmosfera mítica
  • o "buff" no kit de participante
  • zona de chegada sem confusão
  • o bolo de mel
  • o prato
  • tempo liquido de prova com evolução na classificação


Pontos Negativos:

  • não vi WC
  • alguma falta de promoção leva à redução de participantes 

O meu registo no Strava:

segunda-feira, outubro 16, 2017

Maratona de Lisboa Rock & Roll


Na minha 14ª maratona não fui muito ecológico, usei  toda a água que pude para que o meu corpo estivesse escondido da elevada temperatura que se fez sentir durante o dia de ontem entre Cascais, Oeiras e Lisboa.

O treino para esta maratona foi bom, só à base de rodagens, alguns "tempo runs" e muitos longões com partes a ritmo de prova. As expectativas eram boas apesar do calor previsto transmitir algum receio.

O meu despertador tocou ainda antes das 5h00 para tomar o meu chá e uns últimos hidratos, equipado e com os sacos, deixo o carro na zona do Chiado e apanho o comboio no Cais do Sodré. Ia mesmo muita gente, 99% eram participantes e familiares e muita gente sentada no chão, a viagem ainda é longa e não dava para ver a bela vista pois ainda era de noite, chegamos a Cascais e fazemos a caminhada para o local de partida. A zona pareceu-me bem organizada, sem stresses e filas para entrega de saco de bagagem nem para o WC, pois tinham uma zona grande com urinóis.

Parti da zona vermelha que salvo erro era para tempos entre as 3h45 e as 3h30. Tinha a estratégia para a prova bem definida e passei alguns ritmos para o meu braço esquerdo, para me recordar e conter. Como é uma zona bem conhecida por mim poderia cair em entusiasmos e estragar tudo logo de início, portanto fui a travar durante os primeiros 20km, aumentado de ritmo ligeiramente a cada 5km. Uma coisa que fiz diferente nesta maratona, relativamente a Sevilha, foi a nutrição, tomei gels aos 10k, 20k e 30k o que, acho, deu bons resultados pois não senti o muro dos 30/32km e provavelmente até foi a "zona" onde segui a um ritmo mais rápido. Como disse no início, ter abastecimentos de água a cada 2,5km depois dos 10k foi muito positivo primeiro porque permitiu usar a água para arrefecer a temperatura corporal e também deu uma certa motivação pois era rápida a passagem entre cada posto de água e os quilómetros iam passando. A minha segunda meia-maratona foi cerca de 5 minutos mais rápida que a primeira, consegui vir quase sempre bem abaixo de 5min/km e sempre a passar pessoal. Cortei a meta com 3h34m42s (chip) o que foi super positivo pois estava a apontar para um tempo na casa das 3h35m, portanto foi um objectivo superado.

Hoje, segunda-feira, sinto-me bem, com as pernas relativamente frescas.
Fazendo um balanço final, foi uma prova que me correu optimamente, e também foi bem planeada. Fico contente de ver tantos participantes estrangeiros nesta bonita maratona com muito para progredir.

A seguir devo voltar à Nazaré e depois à meia dos Descobrimentos.

Aqui fica a minha análise (review) da prova:

Pontos Positivos:

  • Novo percurso
  • Muitos participantes
  • Abastecimentos a cada 2,5 km
  • Zona de partida sem confusões
  • WC
  • Recolha de bagagens
  • Transporte gratuito


Pontos Negativos:

  • A vergonhosa entrega de dorsais, em que muita gente refere que esperou 3 horas na fila. Algo nunca visto em todas as maratonas em que participei. Eu apanhei 50 metros de fila à hora de almoço na sexta-feira e já achei um mau prenúncio. 
  • Vi muita gente com dorsal da prova parada ao longo do percurso, a fazer tipo estafeta, até pessoas que tinha visto na linha de partida, só espero que não tenham recebido a medalha.

O meu registo no Strava:

Um filme a partir do GPS:

Abraços e boas corridas,

segunda-feira, setembro 25, 2017

Corrida do Tejo


Pelos meus registos, esta foi a minha nona participação nesta clássica.
Este ano estou na fase final de treinos para a maratona de Lisboa e só participei porque me convenceram a ser “lebre” para um record pessoal. Assim, no sábado cumpri o meu longão e para a prova guardei as reservas suficientes para um ritmo entre os 5:10 e os 5:15/km que era o “valor” da encomenda ;)
A nossa prova foi certinha, gostei muito do sistema de vagas, partimos na segunda leva e cerca de 1km depois já estávamos com o ritmo pretendido sem ter muito para ultrapassar. A partir do segundo abastecimento o meu “rebocado” tentou afrouxar mas eu não deixei e conseguimentos ter energias para estar sempre a ultrapassar, eu ainda cumprimentei o companheiro João Lima já cerca do km 9 e em plena subida. Conseguimos cruzar a meta no objectivo principal, que era o minuto 52.
É muito gratificante ajudar alguém a atingir o seu objectivo e a ficar com um grande sorriso nos lábios, como foi o caso do meu amigo Tony.


Aqui fica a minha análise (review) da prova: 

Pontos Positivos:
- Uma clássica
- Muitos participantes
- O sistema de vagas
- Percurso
- Tempo liquido de prova

Pontos Negativos:
- Alguma falta de controlo quanto aos penetras
- Falta de saco no final da prova
- Medalha de plástico

O registo no strava:
Abraços e boas corridas,

segunda-feira, setembro 11, 2017

Meia Maratona de S. João da Lampas


A minha primeira vez foi logo no meu primeiro ano de corrida, em 2004...
Este ano apareceu-me numa altura em que estou a entrar na fase final do treino para a maratona de Lisboa a 15 de Outubro. Em anos passados, ou tenho estado fora, ou ainda estou numa fase muito inicial do meu ano desportivo.
Esta foi a sexta vez que marquei presença nesta mítica clássica que já conta com 41 edições.
A minha prova correu como se espera de um "veterano", sem grandes entusiasmos nas descidas, pois pode levar a algum desgaste que seja necessário nas muitas subidas. Mesmo assim e olhando para a 1h43m14s acabei por fazer o meu melhor tempo nesta prova, mesmo indo com o espírito de treino longo mais rápido.




A participação nesta prova é sempre muito agradável, quer pelo carinho da organização, quer pelo apoio popular nas diversas localidades, quer pelo espírito desportivo de todos os atletas.
Aqui fica a minha análise (review) da prova: 

Pontos Positivos:
- Uma clássica
- A festa
- O apoio popular
- WC e duches
- Parqueamento
- Percurso
- Tempo liquido de prova

Pontos Negativos:
- Nada a apontar

Deixo aqui os links para os locais de onde tirei as fotos que aqui publico, e aproveito para deixar aqui um agradecimento ao grande trabalho prestado:

O meu registo no Strava:

O video do ReLive:

Abraços e boas corridas,

quarta-feira, agosto 02, 2017

provas acumuladas - um mundo novo

Quando comecei na corrida em 2004, já havia muitas provas e com muita participação, existiam as minis e caminhadas. Maratonas, tínhamos duas em Lisboa, uma em Dezembro e outra na primavera, normalmente em Abril. Trilhos não tínhamos e ultras também não.
Não havia facebook mas as nossas redes socias eram os forums do mundodacorrida.com e do atletas.net e o pessoal protestava com as coisas que não concordava e combinavam-se loucuras kilométricas e divulgavam-se as coisas que eu no paragrafo anterior disse que não tínhamos...
Lembro-me do pessoal se revoltar porque no mesmo fim de semana da Meia Maratona de S. João das Lampas tinham marcado o GP de Queluz e gerou-se uma grande discussão lá nos tópicos. E de quando apareceu a Maratona Carlos Lopes que veio retirar a vez à Maratona de Lisboa (do Luis Sousa) da qual toda a gente dizia maravilhas.

Agora, em 2017, tenho andado com um olhar mais atento para o fenómeno ultra trail, e vislumbro,  separadas por apenas um distrito, duas provas de 100km no mesmo dia (20 de Maio - Estrela Grande Trail e Ultra Trail da Serra de S. Mamede) e se olharmos para o calendário ainda encontramos coisas mais curiosas (2 de Julho - LX trail Monsanto + Hard trail Montejunto + Sintra trail extreme - só na zona de Lisboa provas com cerca de 30K).
A Serra da Estrela está para o trail como o Terreiro do Paço ou a Praça do Império está para as corridas de estrada em Lisboa, há quase uma dezena de provas na serra mais alta do nosso País. Mas temos outras serras que também já estão muito saturadas de competições.

Devo salientar que nas Maratonas de 2004 os participantes rondavam as 5 centenas e que agora mesmo com o acumular de ultras, estas não têm falta de participantes e,  até pelo contrário, esgotam as suas inscrições rapidamente e as maratonas de estrada já ultrapassam facilmente o milhar de portugueses a finalizar a prova.

Não estou a criticar, estou apenas a constatar uma "bolha" que espero se torne mais racional e que não "rebente" de forma irremediável.

Constatei também que temos em Portugal uma prova de impacto planetário em termos de ultra trail que é a MIUT na Madeira, faz parte do Circuito Mundial e já tem o prestigio suficiente para ter os melhores atletas internacionais a quererem participar, e a cobertura dos principais meios de comunicação a nível global.

O pior disto tudo é que eu ando com ideias tristes... ;)


Abraços e boas corridas,

quarta-feira, julho 26, 2017

Sapatilhas baratas?

  • Vale a pena gastar 120€ nuns ténis de corrida?
  • É preferível comprar uns baratos a cerca de 12€ e, caso se gastem ou estraguem, comprar outros?
  • Quando gastamos dinheiro em ténis de corrida estamos a pagar o quê?

Vou começar por responder a esta última:
Pagamos algo que seja durável, algo que não nos cause lesões, que seja confortável, que até melhore a nossa performance, e depois, dependendo do gosto de cada um,  mais ou menos suporte e apoio. Uma boa estética também se paga.

Para responder à primeira vou usar um "depende", mas muitas vezes e pelos diversos factores já enumerados penso que não se justifica.

Resolvi fazer uma auto análise  e  a meio de Junho comprei os Kalenji Ekiden da Decathlon por 11,95€ e fiz 206,1 Km com eles, como podem ver abaixo no antes e depois, não têm nada de mais em termos de desgaste, as minhas corridas foram feitas 99% em alcatrão/ciclovia e a ritmos calmos e um ou outro mais forte. As distâncias mais longas foram os 16km mas a média foi de 10km.

Relativamente aos factores, que referi acima, para aquisição de  calçado mais caro, tenho a referir relativamente a estes de baixo custo:
  • Durabilidade: Nos mais de 200km não noto nada de especial em termos de desgaste, nem sola nem tecido.
  • Lesões: Não tive qualquer reacção  estranha nem durante nem no pós treino.
  • Conforto: talvez no interior na zona do peito do pé se sintam algumas costuras, nada que tenha incomodado no tipo de treino que tive.
  • Performance: muito leves (menos que 200g no meu número) para o que eu normalmente uso, e por isso até me deram alguma sensação de maior velocidade.
  • Suporte: Considero que sejam de médio suporte e a espuma usada na sola dá uma passada com algum apoio.
  • Estética: o pior dos factores, não são bonitos.
O antes:




O depois dos 206 Km:





Quanto à questão do meio, se é preferível?... não sei... "depende"


NOTA: não tenho qualquer patrocínio (pena...) para fazer esta análise.


Espero que tenham gostado desta análise. Só não vou usar estes na Maratona Rock&Roll de Lisboa porque entretanto iniciei outra experiência que abordarei aqui mais tarde.

Abraços e boas corridas,